Quem mandou você invocar o demônio...

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Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Sab 22 Dez 2018, 14:49

Eu nem me lembro quanto tempo faz desde que pisei nesse lugar.

Só sei que faz muito, muito tempo.

Tanto tempo que parece outra vida.

Não que Duxhill tenha saído de mim e da minha família.

Não saiu.

E é por isso que atendi o chamado de Valentina.

Porque se Duxhill precisa de mim... Alguma coisa fodida tá acontecendo aqui.

Ou eles não chamariam seu pior demônio para pisar aqui, não é?

Afinal, nos meus tempos áureos, eu banhei essa pocilga de sangue.

Quem sabe agora, sem Blake para me conter, eu não faça o mesmo?

Faz tanto tempo... Sinto falta de ver os olhos de alguém perdendo o brilho sob a ponta do meu bisturi.

Ultimamente só salvo as pessoas.

E isso é tão... Patético.

Blake me amansou?

Sim.

Quem não ficaria manso com uma ruiva daquelas, porra?

- Parece que é um caso especial... Vou ficar alguns dias aqui e logo volto para casa. Foi Valentina que me chamou, Blake... Ela é minha cunhada, eu não podia falar não... - Resmungo de mal humor no celular, conforme remexo no frigobar de Valentina.

E então vejo a garrafa: Uma Moët & Chandon Cuvée.

De 1943.

Nada mal, doutora.

Sem hesitar arranco a embalagem e vou removendo o lacre de arame.

- Não acho que você precise vir pra cá... Além de ser Duxhill, né? Todo cuidado é pouco... -Então... POP - Ah derrubei uma coisa aqui, não é nada...

Apanho uma das taças e a encho. Mato em um gole só e a encho de novo.

- Não, só estou esperando a Valentina chegar e vou para um hotel ou sei lá... Eu te ligo mais tarde, pode deixar...

E então o celular vibrava.

Quase ao mesmo tempo que desligo.

Gossip.

Aquilo me fazia rir.

E muito.

Tiro uma selfie e mando de volta para ela.

Com a mensagem: "Também senti sua falta, sua delícia!"

Então caminho até a janela e vejo uma garota passando pelo hall inferior.

Morena.

Óculos de grau.

Tímida com carinha de safada.

Ficaria linda de espartilho branco!

Ela sente que estou olhando.

E ao olhar para janela lhe lanço um beijo.

Rindo em seguida com a reação dela.

Ok, senti falta desse lugar.

E preciso saber quem é essa nerdizinha depois.

Então caminho pela sala.

Me sento na cadeira de Valentina.

Reclino ela para trás.

E coloco os pés sobre a mesa.

Conforme vou tomando do champanhe preferido da bela doutora.

Até que a porta dela se abre.

E eu abro um largo e iluminado sorriso.

- Cunhadinha... Que bom te ver. Você me invocou, foi? Jayden não tá dando conta?

Sim, sarcasmo ainda está afiado.

Tão afiado quanto seus olhos.

Aliás, lembra da saudade de ver olhos mortos?

Ela acabou de passar quando vi os seus, cunhadinha.

Visto um Alexander Amosu feito sob medida, inteiramente preto.

A camisa branca está aberta e não uso gravata.

Afinal estamos em um momento relax, não é, Val?

E meus sapatos, apoiados em sua mesa, são Armani, doce loirinha.

Roupas
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sab 22 Dez 2018, 20:57

Tudo sobre controle?
 
NÃO.
 
Não tem nada sobre controle ali.
 
Está tudo sem controle algum.
 
Estamos apenas todos fingindo neste imenso teatro.
 
E no meio disto tudo eu planejo meu casamento.
 
Será que é isto que Jayden quer dizer sobre viver e se adaptar?
 
Se misturar?
 
Claro Jayden, vamos sair com seus amigos absolutamente normais, podemos ficar rindo, enquanto eu enxergo a amante morte do seu amigo ao lado dele, e ele finge estar feliz quando na realidade deve estar sendo assombrado.
 
Misturar-se, adaptar-se.
 
Viver ou sobreviver.
 
Não sei o que diabos faço com minha vida, se é que isto é uma....
 
O mais perto que sinto de ser normal e feliz é com Jayden...
 
É estranho....
 
Também tenho um momento adolescente quando Pietro está por perto.
 
Por mais que esta sensação seja estupida, eu aproveito todas que me fazem me sentir normal.
 
Me fazem me sentir bem.
 
Sem um peso enorme nos ombros que não sei como suportar.
 
Sem ficar vendo o outro lado.
 
Sem assombrações.
 
Sem desespero.
 
Apenas um momento normal.
 
Uma sensação estranha no estomago, um formigar na palma da mão.
 
A sensação boa da presença dele, que me faz me sentir uma adolescente.
 
A adolescente que nunca pude ser.
 
Então talvez eu seja uma louca estupida quando falo disto.
 
E não é porque não amo Jayden.
 
Eu amo Jayden, ele é meu anjo salvador, de forma que as pessoas nunca vão entender.
 
E eu preciso dele para conseguir continuar, entendem?
 
E agora tudo parece sem controle algum.
 
Liv está naquele estado.
 
Madd se recupera, mas ela não vai deixar isto para lá.
 
Ezio quase morreu.
 
Pietro...
 
Theo...
 
É nisto que preciso focar, salvar este rapaz.
 
É uma forma de dar esperanças a todos, uma forma de fazer algo em meio ao fim do mundo.
 
Porque eu não posso interferir, eu não posso tirar o equilíbrio das coisas, as regras são claras.
 
Mas eu posso fazer com que as pessoas se encham de fé, e entendam que é disto que precisam.
 
E eu vou curar este rapaz.
 
Eu vou.
 
E não importa quem eu tenha que chamar.
 
Por isto apenas toco a maçaneta e giro a mesma, entrando a sala.
 
Vendo a forma como Noah já esta devidamente acomodado a minha mesa, como se ela fosse  dele.
 
Mas...Não era somente isto que eu via.
 
No momento que colocava os pés naquela sala e meus olhos iam na direção de Noah.
 
Eu via muito além, era quase um choque com o outro mundo.
 
E acredite Noah, acho que até mesmo você ficaria apavorado com aquela visão.
 
Embora você já deve ter presenciado muita coisa macabra vinda do submundo e do sobrenatural.
 
Não sabe como é presenciar algo assim, vindo de você.
 
É você.
 
Você que emana.
 
Uma essência puramente cruel, ornada por dezenas de sombra a sua volta, que parecem simplesmente presas ali, condenadas aquela existência medíocre.
 
E você as condenou, você simplesmente as arrasta com você, sem ao menos saber que elas existem ainda.
 
Ou acha que se livrou delas quando tirou suas vidas?
 
Está em você, Noah.
 
E ver desta forma como eu vejo, no mínimo é perturbador.
 
Visto que você é meu cunhado.
 
E por mais que eu saiba que esta sempre será a visão que vou ter de você.
 
Toda vez que a tenho, é como se fosse a primeira vez.
 
Arrepia e amedronta.
 
E se quer saber, se posso expulsa-las como fiz com Katya.
 
Não.
 
Equilíbrio, lembra?
 
Entre vocês...Não está claro para o universo quem é o verdadeiro vilão.
 
Enfim..., preciso apenas ignorar aquela visão e me focar.
 
Não sou o tipo de mulher que atrai você, Noah.
 
Além de ser sua cunhada, vamos deixar estas brincadeiras inúteis de lado.
 
Usava naquela tarde um Armani branco, levemente social, mangas curtas, colado ao corpo, mas sem exageros, ia até os joelhos, e os loubotins negros em modelo gladiador faziam o modelo ficar menos formal, por cima o jaleco do HU, e os cabelos presos em um coque sério, não havia muita maquiagem, então as sardas ficavam em evidencia, e os olhos azuis não precisavam de chamariz.
 
Mas eram mortos, certo Noah?
 
Eu somente suspiro e caminho pela sala, como se a presença de Noah não me incomodasse, nem mesmo o que ele trazia com ele.
 
- Eu não invoquei seu senso de humor, Noah. Invoquei sua inteligência, então por favor se limite a ela.

 
Dizia enquanto parava ao lado do rapaz, e logo estendia a mão abrindo a gaveta da mesa, e tirando de uma pasta, com o nome de Thedore Russel preso a ela, jogava a mesma na mesa, a frente de Noah.
 
- Estou com este caso, e preciso de sua especialidade, você o melhor nisto Noah, e eu não chamaria se não fosse realmente importante.
 
Valentina apoiava uma mão a mesa, e ficava com o corpo meio de lado, voltada a Noah, os olhos iam aos dele, e ela o encarava de modo sério, evitando olhar para o que estava a sua volta, embora eu sei que eles me olhavam.

 
Todos eles.

Fez boa viagem?
 
Blake está bem?
 
Não tenho tempo para isto.
 
- Jayden também está analisando, podemos discutir juntos...




Roupa e Sapato

Cabelo e maquiagem
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Dom 23 Dez 2018, 15:51

E você acha que eu não sei?

Você invocou o demônio de Duxhill, Valentina.

Não se faz isso no passeio em um parque aos domingos.

Não, não, doutora.

Se faz em meio a um incêndio, quando sua mãe está em chamas e seu pai saiu para comprar cigarros.

Quando não se tem mais esperanças... É que pessoas como você me invocam.

Me poupa dos seus sentimentos purpurinados para com Jayden.

Ou do modo que borboletas azuis voam quando você pensa em trepar com o novinho do Pietro.

Talvez você tenha que me poupar, e se poupar, do que enxerga em mim.

Porque sim, eu tenho uma boa bagagem comigo.

Sei disso? Não.

Mas desde os quatorze anos estou por aí brincando, doutora.

Hoje em dia estou em um ritmo bem menor.

Mas... Sabe que tem alguns aqui que queriam seu corpinho, não sabe?

Sabe que um ou dois das dezenas que você vê... Tem nome e sobrenome.

Mas não vem ao caso.

Eu ficaria apavorado?

Talvez.

Mas acho que não.

Vê bem, como você bem frisou, eu tenho experiência com o sobrenatural.

Logo... Não sou incrédulo.

Eu sei das consequências do que eu fiz.

E faço.

Algo assim não passa impune, não é?

Não diante da lei do equilíbrio.

Logo... Eu não tenho salvação.

Então, enquanto eu estiver aqui, vou acrescentar mais algumas bagagens a minha última viagem.

Para que eu apavore, não só você, querida doutora... Mas qualquer filha da puta que ousar se aproximar de mim e da minha família.

Porque, pra mim, isso não é bagagem.

É a porra do meu cartão de visitas.

Prazer, Noah Valmont.

Posso te ouvir gritar?

- Faz parte do pacote, cunhadinha. Não se pode ter um sem o outro... - Pisco para você com meu melhor sorriso.

E, sim, você não faz meu tipo.

Dispensaria uma boa foda com você?

Não.

Mas não é algo que eu vá pensar por muito tempo, Valzinha.

Até porque você parece ser do tipo que fode de lingerie bege e meias.

Bem a cara do Jayden.

Então você jogava a pasta diante de mim.

Theodore Russel?

Cerro os olhos e abro a pasta, vendo a foto.

- Esse não é o pau amigo da minha prima?

E é bizonho chamar aquela pirralha de prima.

Porque... Bom, eu mal tenho contato com alguns lados da família.

Sabe como é, sou ocupado.

deus chupe a rainha.

Dou um longo gole da champanhe e estendo a taça para você, arqueando a sobrancelha.

Vamos partilhar a taça, cunhadinha? Vai ser sexy.

Aguardo por um segundo ou dois e caso você recuse, a coloco na mesa com um movimento negativo da cabeça, enquanto folheio a pasta.

- Preciso olhar com mais calma... Mas, aparentemente, é inoperável. A gente pode brincar com algo experimental... Mas as chances são bem remotas e... - Volto os olhos para você, Val.

Esses olhos de cadáver sexy.

- E você sabe disso, não é? Provavelmente ele vai morrer durante a cirurgia ou no pós operatório. Se der sorte vira uma samambaia. As chances de sucesso são bem remotas... Logo, por que me chamou aqui? Você e Jayden sabem que é um caso perdido... Qual a pegadinha? Vamos brincar do lado escuro da força? - Esboço um meio sorriso irônico.

Fecho a pasta e apanho a taça de champanhe.

Caso você tenha bebido dela, vou beber exatamente sobre a marca de batom que você deixou.

Até suspirando ao fazê-lo.

Caso não o tenha feito, viro tudo em um gole só, igual tequila.

Por que o pau amigo da Reed é tão importante?
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Dom 23 Dez 2018, 16:11

Noah....
 
Não desperte o pior em mim, por favor eu te peço.
 
Até hoje eu nem consigo definir que tipo de “coisa” eu sou em meio a tudo isto.
 
Não me teste, nem me provoque.
 
Eu te chamei aqui, porque sei que você é capaz de milagres.
 
Estranho.
 
Pensar que um demônio possa realizar um milagre.
 
Sendo que milagres são ligados a parte boa do sobrenatural.
 
E não a alguém como você, certo Noah?
 
Mas eu sei que você é capaz disto.
 
Talvez você seja Lucifer na Terra, posso pensar nisto facilmente e isto explicaria seu dom de curar as pessoas.
 
O mesmo que tem de leva-las para o Inferno.
 
E Noah...não vamos discutir meus sentimentos, você até hoje nem deve entender os seus.
 
Você tem uma bagagem sim, você tem estes vultos aglomerados a sua volta, apenas apoiados em você, arrastando-se junto da sua alma podre, ornando-se com ela, fundindo-se, e isto Noah.
 
Só aumenta sua maldade.
 
Mesma que seu ritmo não seja o mesmo.
 
Seu sentimento é bem maior.
 
Seu prazer é inestimável.
 
E aquela carga que você carrega só acentua sua doença.
 
A escuridão vai te perseguir, até que só reste ela.
 
Vamos ver quanto tempo o sorriso puro de seus filhos ou os encantos de sua esposa te mantem com sanidade, ou salvo.
 
Tic Tac...
 
Você tem experencias no sobrenatural sim, Noah.
 
Mas você não está nele. Você não é parte dele.
 
Você é um pirralho malvado e mimado no mundo que eu habito.
 
Então mantenha o foco em fazer o que precisa fazer.
 
Seja útil.
 
E eu vou rezar para que sua escuridão não te tome por completo.
 
Você não tem salvação, você sabe disto, eu sei disto.
 
Mas me diga Noah, neste mundo...
 
Quem tem?
 
Sou uma aberração, você um monstro...
 
Quem se importa?
 
Ainda assim somos capazes de ser amados, e talvez até de amar...
 
Somos?
 
Você logo me responde que seu humor bem no pacote da inteligência e eu apenas sacudo a cabeça em negativo.
 
E eu acho agradável saber que não habito seus pensamentos libidinosos muito tempo, Noah.
 
Afinal você também deve sentir algo pelo seu irmão, e ter o mínimo de bom senso, certo?
 
Você fala daquele jeito de Theo e Reed e eu dou de ombros.
 
- Não procuro saber a vida pessoal dos meus pacientes, Noah.
 
Cerro de leve os olhos, e logo você estende a taça a qual eu recuso com um gesto da mão espalmada, deixando você coloca-la a mesa, escuto você dizer o que eu já sei.
 
Brincar...
 
Algo experimental.
 
E assim que você volta os olhos para mim.
 
- Como o que faziam com você, Noah?
 
Pergunto sem tirar os olhos de você,. E talvez eu saiba mais do que eu aparento, Noah...
 
Eu poderia até sorrir agora para você.
 
Se você merecesse.
 
Você diz que ele vai morrer durante a cirurgia ou virar uma planta, chances remotas, e então vinha aquela pergunta.
 
E você faz aquela pergunta, e eu abro mais os olhos, e aproximo um pouco mais do que deveria.
 
- Sua esposa não se recuperou de um tumor, Noah?
 
E, é claro que você estudou isto e sabe mais do que qualquer um no mundo sobre o que Blake teve.
 
Como diabos alguem se livra de um turmo na cabeça.
 
- O diagnósticos é bem parecido....
 
Logo eu apanho outra pasta a gaveta e bato ela em cima da mesa, sobre a pasta de Theo.
 
É a antiga ficha medica de Blake Harris.
 
- Então precisamos ir pro lado escuro da força para salvar, Theodore? Foi assim que você salvou a Blake?
 
Os olhos de Valentina se abrem mais, e ela sussurra agora, e Noah pode notar como o azul fica mais escuro, quase negro.
 
- Acredite, Noah...eu posso ir para o lado que eu achar mais conivente, no momento eu só quero salvar uma vida, você teve seu milagre, eu quero o meu...
 
Afinal....
 
Eu devo ser um milagre também.
 
Porque...ainda estou viva....
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Seg 24 Dez 2018, 18:18

Desde quando um reles mortal é capaz de despertar algo em você, Dra. Zelyaeva?

Não é você que é conhecida por seu coração de gelo e água gelada correndo nas veias?

Jayden está te tornando mais fraca é?

Mas eu não sou capaz de milagres, Valentina.

Como disse.... Não passo de um reles mortal.

Talvez no máximo um demônio em pele humana.

Mas, quer dizer que tenho uma bomba relógio em mim?

Isso é uma ótica nova.

E pensar que posso perder meus filhos e minha esposa para a escuridão é... Aterrador.

Talvez seja uma das raras situações em que eu realmente sinta medo.

E elas sempre envolvem Blake ou meus filhos.

Quanto tempo eu tenho, Valentina?

Sabe dizer?

Porque, convenhamos, é uma informação útil para você, não?

Me invocar aqui.

Lidar comigo.

Sem saber quando eu posso decidir filetar suas nádegas.

É um tanto arriscado, não acha?

Por mais que eu não passe de um pirralho malvado e mimado no seu poderoso mundo.

Em que você é o quê?

Uma deusa?

Não, não... Você é no máximo um pintcher espantando gatos, minha querida.

Uma velha idosa tentando apagar um incêndio com um balde.

Você acha que faz diferença.

Mas, no panorama geral, não faz.

E isso, minha querida, uma criança malvada e mimada consegue enxergar tranquilamente.

Comento sobre Theo e você responde daquele modo.

- Deveria... Saber sobre a vida dos pacientes é metade do trabalho, doutora...

Afinal seu diagnóstico depende disso.

Mas não vamos nos ater a detalhes, não é?

Você gosta de ser a médica fria e distante.

Eu gosto de ser uma mistura de House com Dexter.

Cada um do seu jeito, não é?

Mas logo você fazia aquela pergunta.

Sobre os experimentos.

E, não, Valentina.

Não me espanta você saber.

Deveria?

Com toda certeza.

Mas eu sou incapaz de sentir, lembra?

O medo não me faz correr.

Ele me fascina.

Por isso o sorriso se abre mais quando você fala.

Você não sorri, não é?

Mas eu sim, cunhadinha.

Um largo e frio sorriso.

Então você falava sobre Blake.

E, agora sim, o sorriso oscila, Valentina.

Mas era impossível ler qual é meu sentimento.

Porque... Bom, ele não existe.

E eu apenas deixo o meio sorriso em meus lábios.

Por mais que eu saiba que sorrir em uma situações dessas é errado.

Eu sou adestrado, sabe.

Sorrir quando a situação exija um sorriso.

Chorar quando a situação exija um choro.

Tudo calculado friamente.

Apenas simulações humanas.

A única exceção, como você deve saber, já que é tão bem informada, se resume a Blake e meus filhos.

Por quê?

Não faço ideia.

Não deveriam haver exceções.

Foi o sobrenatural que resolveu brincar?

Poder do amor? Eca, só de cogitar isso meu estômago embrulha.

Mas... Você está lidando com um demônio, Doutora.

Um demônio que você é incapaz de exorcizar.

Um demônio que tem dezenas e dezenas de almas presas a sua... Você consegue contar quantas?

Eu consigo.

E já passou das dezenas, meu amor.

Eu coleciono pedaços dela.

Presentes.

E eu tenho o número exato.

Como você acha que um predador como eu sobreviveu por tanto tempo?

Acha mesmo que nenhuma presa me deu trabalho?

Reagiu?

Lutou?

Você tem essas informações todas a seu dispor.

Mas não tem uma simples atitude que poderia mudar tudo isso: Cautela.

O bote é tão rápido e inesperado, Valentina, que você mal vai ver o modo que minha mão se fecha em seu pescoço e te puxa com muita agressividade contra a mesa em um baque seco.

Quando seu cérebro entender que estou te atacando, minha outra mão já estará sobre seus lábios e nariz.

Enquanto a mão que te trouxe para a mesa já cortou seu fluxo de oxigênio.

Reduzindo drasticamente seu fluxo sanguíneo.

É interessante enxergar pela ótica médica, não é?

Ou ao menos descrever assim.

Diferente dos demônios que você expulsa.

Eu sou real.

E sou treinado para saber exatamente onde tocar.

Exatamente onde apertar.

Para, caso assim eu desejasse, te fazer apagar.

Eu sou um cirurgião.

Artista marcial.

Serial killer.

Sou a porra de um predador e você minha presa, doutora!

Eu só olho para seus olhos.

E meu rosto, pela primeira vez, é verdadeiro.

Ele não expressa absolutamente nada.

Tenho a mesma expressão que você teria ao pisar sobre uma folha seca, Valentina.

Finalmente falo.

Meu tom de voz está completamente diferente.

Pois eu não estou emulando simpatia.

Eu estou sendo verdadeiro.

Um leão não rosna de modo simpático para uma gazela, rosna?

- Coloque Blake de novo nisso. Ou em qualquer assunto sujo desse lugar. E eu vou te estrangular usando seu intestino. E comer seu coração com molho de frutas vermelhas, cunhadinha... - Finalmente um sorriso se abre em meus lábios.

Mas não é um sorriso de simpatia.

Ele é afiado como um bisturi.

E só mostra uma única coisa: Prazer.

Prazer por ver que você é incapaz de gritar.

E que, caso você comesse a se debater, só fará você apagar mais rápido.

Você é médica, não é? Só calcular.

Você é fria para somar isso.

Eu sei que é.

Seus olhos marejados quase me deixam excitado.

Mas eu precisaria de mais.

Eu quero ver seu sangue, Valentina.

Quero beber da sua carótida.

Quero assar sua coxa em folhas de bananeira, envolvida em argila.

Por isso... Você não faz ideia do auto controle que busco para soltar seu pescoço.

Mas eu o solto.

E me afasto um pouco, ajeitando meu terno.

Sem tirar os olhos de você.

Seus olhos ficaram escuros, não é?

Os meus brilham.

Diante de um apetitoso prato.

Minha doce e deliciosa gazela.

Ou seria uma leoa?

Rosna pra mim, rosna.

Jayden vai sofrer mais do que suvaco de aleijado com sua morte.

Mas eu estou quase te pedindo para você reagir.

Você sente isso?

- Entenda, Valentina, que não sou um aluninho que você pode manipular como bem entende porque tem conhecimento superior a ele. Estou milhas de distância disso. Você pode ter mais conhecimento do que eu... Mas sequer cogite que está em posição de vantagem. Você não está. Não ouse usar esse tom superior comigo, entendeu bem? Eu salvei Blake porque me importo. Porque eu quis. Coisa que não quero fazer por esse pirralho. Ou por você. Principalmente quando você resolve expor minha esposa deste modo. Você sabe demais, Valentina... Deveria saber com quem está lidando...

Eu diria "Eu já matei por menos".

E é a pura verdade.

Mas soaria clichê demais, não é?

Me afasto mais de você, sem te dar as costas, e me encosto contra a parede.

Contudo, apanho a pasta de Blake antes.

A abrindo lentamente.

Vamos ver o que você sabe... Doutora.
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 27 Dez 2018, 09:51

Noah...

Você colocava as coisas de um modo, como se de alguma forma como sou, pudesse mostrar algum tipo de supremacia.

Eu acho bem o contrário.

Mas não achava antes.

Não quando eu morava na Russia com meus pais, o modo como eu fui criada, não fui condicionada a amar as pessoas, ou fazer da minha vida isto.

Mas sim a respeitar e honrar minha família, protege-la, e me empenhar em minha profissão.

Foi com assim que vim para Duxhill, mas esta é uma história enfadonha, e você não me conheceu naquela época, não vai me conhecer agora que eu mudei tanto.

E acho a minha falta de sentimento ou empatia, uma cruz que carrego.

Esta é a realidade para mim.

E sim....Desde muito sou conhecida pelo meu coração de gelo, mas a toda mulher que não está aos pés de um homem, dão esta analogia.

Você sabe disto.

Jayden me tornou humana, não posso te precisar o quanto e se é suficiente, mas já é muito.

Você é capaz do que quiser Noah, e sabe disto.

Basta você querer, certo?

As coisas que você já fez...

E talvez você não veja agora, mas acredite Noah.

Você pode perder TUDO, para você mesmo.

Para sua escuridão.

Para esta forma que você deixa crescer dentro de você, então se apegue a sua esposa e filhos, use como corda de salvação, para se arrastar para longe deste mal que te ronda.

É meu conselho para você.

Ficar em Duxhill, não vai ajudar a melhorar isto.

Mas talvez...Operar outro milagre.

Ajude.

E Noah....

Você acha que eu realmente não sei do que você é capaz?

E do perigo de te chamar aqui?

Mas....

Talvez você não me conheça, tão bem como eu te conheço.

Infelizmente as sombras a sua volta, te tornam um livro aberto. E um alvo também.

Assustador.

Mas aberto.

Deusa?

Seria engraçado, se não fosse cruel.

Eu não sei o que sou, Noah.

Mas sei meus limites dos dois lados.

Você que parece não conhecer os seus.

Mas vamos falar de Theo, você me responde daquele modo, e eu apenas discordo.

- Não concordo, Dr Valmont. Mas cada um com sua metodologia.

Ou seja, não vamos nos meter nos nossos contextos profissionais.

Não ainda.

Vamos falar de algo mais profundo, Noah.

Da forma como você foi um rato de laboratório para um insano, doente.

Você sorri quando eu falo.

E quando falo de Blake, vejo seu sorriso oscilando.

Isto, Noah....

Aí mesmo.

Até nisto somos diferentes, certo Noah?

Porque eu nunca sorrio, eu não tenho seu carisma e empatia, para sorrir quando deveria, ou chorar quando deveria.

Eu me mantenho igual, o tempo todo.

Raras exceções.

E eu sei o valor da sua família para você, Noah.

Mas eu preciso falar nela para chegar em você.

No seu verdadeiro eu.

O predador.

O psicótico sobrevivente.

Não o Dr House.

E é por isto que eu não vou ter cautela com você, Noah.

Nenhuma.

Porque eu preciso alcançar o seu pior.

Então apenas permaneço a seu lado.

Estranhamente.

Eu espero que você faça algo, me ataque.

Mas quando você o faz.

Me surpreende.

Talvez seja a atmosfera que você emprega a situação.

O mesmo dom que tem de conquistar as pessoas, tem de aterrorizar.

Vê Noah...

Ainda devo ter um lado humano.

Para reagir a isto.

Então quando sua mão se fecha em meu pescoço, não me deixa pensar muito, apenas sinto o corpo contra a mesa, a pressão, meus olhos reviram no momento que você corta meu fluxo de oxigênio.

Não consigo fazer muita coisa, você já cobriu minha boca e nariz.

E chega a ser engraçado....

Justo eu, Noah....

Você achar que não conheço os demônios reais?

Visto que fui morta por um?

Você acha mesmo que eu apenas me rastejo no sobrenatural falando com fantasma e achando eu sei mais do que todos?

Você me subestima assim, Noah?

Que eu acho que tenho um super-poder e me torno destemida?

Sem cautela?

Estupida!

E que eu nunca tive um demônio como você a minha frente?

Ou a sensação de ser morta por ele?

A forma como você muda?

Como sua vida toda se resume em um ato de um desgraçado deste?

Que eu já não fui estrangulada?

Machucada?

Morta?!!

Eu já olhei para um demônio nos olhos, Noah.

Assim como eu olho nos seus agora, enquanto simplesmente me vejo de frente a morte.

A mesma morte que eu enfrentei o voltei.

Aquela linha tênue, que faz de mim uma aberração.

Então talvez eu sinta medo novamente, ainda exista um vestígio daquela sensação de outrora no meu corpo.

Talvez meus olhos ainda expressem meu papel de vítima de anos atrás.

Talvez você ainda possa ver a vida se esvair de mim.

E talvez reviver isto, seja a verdadeira tortura

E medo

Não você, Noah.

O que você representa.

Tudo isto...Para chegar ali.

Seu eu verdadeiro.

O nada das suas expressões, o vazio de sua alma.

O monstro.

Você me dá aquela aviso.  E soa no mínimo estranho a forma como você fala.

Porque não pensei que fosse canibal, Noah.

Não em sua predominância.

Mas somos médicos.

Podemos ser duas aberrações.

Mas nosso corpo ainda reage do mesmo modo.

E conhecemos em detalhes estas reações.

Eu não vou me mover.

E você vai ver meus olhos lacrimejarem, quando estou tão próxima de.

Mais uma vez...

E você finalmente solta, se afasta.

Eu fico ali ainda.

Sem conseguir me mover, recuperando sabe-se o que.

O folego, a vida, a alma.

Ainda tenho uma?

Nunca tive a resposta desta pergunta.

Por isto somente após algum tempo, meu corpo se recupera, me ergo da mesa que acabou virando meu apoio, e os olhos encaram Noah um longo tempo.

Estendo as mãos puxando os fios que saíram do coque, e os ordenando novamente

Enquanto te deixo falar.

Fala Noah.

Você adora falar.

Eu posso ficar ouvindo.

E quando você acaba, eu suspiro fundo, e arqueio a sobrancelha.


- Noah...Eu achei que você me conhecesse melhor do que isto, acredito que faça parte do diagnostico....

De seus possíveis vitimas, pacientes.

Você tem empatia suficiente para conhecer a todos, ou emula como diz.

- Eu lamento ter envolvido sua família nisto, acredite não foi algo que gostei de fazer....

Digo enquanto ajeito o jaleco ao corpo, vendo você se afastar, apanhando a pasta.

- Mas foi preciso....

Os olhos voltam-se a sua volta, Noah.

E eu apenas vejo que finalmente as sombras parecem ter deixado o ambiente.

- Este lugar...ele é perigoso, até para alguém como você. Então tome cuidado...

Afinal Noah.....

Você não esta na sua “casa”, está na casa deles.

E talvez eu tenha que ter trazido o Monstro a toa.

Para que eles se lembrassem quem você é

Não eu.

Mas é complicado.

O fato é que a pasta tem papeis vazios, papeis completamente em branco.

- Eu não quero estar em vantagem, Noah. Eu só quero salvar o garoto, mas para fazer isto....

Eu precisei salvar você antes.
Valentina Zelyaeva
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Sex 28 Dez 2018, 11:18

Ah, princesinha gelada, sério que você não se enxerga assim?

Pois deveria.

Pois, por mais que você não ache, e o fato de você não enxergar isso só te faz ser tão sagaz quanto uma porta, é a imagem que todo mundo tem de você.

Você foi condicionada a não sentir? Que bonitinho.

Isso não te faz incapaz de sentir.

Eu, por outro lado, não sinto.

Nada.

A parte responsável por isso em meu cérebro é inexistente.

No lugar dela... Bom, você sabe o que eu faço, não preciso me estender.

E você acha que sou ingênuo?

Que nunca cogitei que meu "passageiro sombrio" poderia tomar conta de vez?

Eu sempre cogitei.

E sempre cogito.

Por que você acha que tentei, de todos os modos, me afastar de Blake, quando as coisas ganharam outro tom?

Como você acha que agi ao ter filhos, Valentina?

Deduzir que eu nunca encarei essa situação por este ângulo é me ver de modo simplório demais.

Contudo, sempre tive esperança de manter minha sombra sobre controle.

O que você sabe, e eu não, é que estou fadado a perder o controle.

Fadado a deixar de existir.

Para que apenas Nathaniel exista.

Isto, realmente, eu não enxerguei.

Mas... Eu sempre temi.

Não acredita? Pergunta para Blake.

Eu não conheço meus limites? Doutora... Limites existem para manter pessoas medrosas sobre controle.

Eu não aceito os limites.

Eu vou além.

Os limites, essas barreiras enormes que você enxerga, são apenas um ponto daqui onde eu fico.

Contudo, fico feliz que você confunda meu teatro com carisma e empatia.

Porque, como te disse, não há carisma ou empatia em mim.

Sou apenas um ator imitando o que vejo.

Encaixando sorrisos nos momentos em que meu cérebro racional e inexpressivo julga ser o momento certo.

E, acredite, isso levou anos para ser desenvolvido.

Antigamente... Eu poderia gargalhar no velório da sua irmã, achando que era o correto a se fazer ao ouvir você contar uma bonitinha história de infância, que faria todos chorarem.

Mas... Nada como a experiência, não?

E você quer o meu pior, doutora?

Conseguiu.

Você espera o ataque.

Mas se surpreende com ele.

E como seria diferente, cunhadinha?

Uma coisa é você saber de algo na teoria.

Outra é viver essa experiência.

Achou mesmo que você jogaria sangue na água, e o tubarão não viria sedento atrás de você?

Minha mão se fecha em seu pescoço.

Minha outra mão tapa suas vias aéreas.

Agora é questão de segundos até que você se torne minha.

Sinto muito, Jayden, minha sombra está implorando para devorar sua amada.

Para se banhar no sangue dela.

E foder essa bunda empinada.

Você conheceu outros amiguinhos meus, Val?

Deveria ter me chamado antes.

Porque, no meu tempo aqui, eu colecionei as cabeças deles em Duxhill.

Minha sombra.

Meu "passageiro sombrio".

Matou todos que ousaram se levantar ao mesmo tempo que eu aqui.

E com isso salvei Blake.

Edge.

Nate.

Aileen.

E tantos outros que eu nem conheço.

Ou que foram tão sem importância que nem lembro.

Mas... Nada melhor do que outro demônio, para matar seus demônios, cunhadinha.

Contudo, veja bem... Se eu soubesse que você já passou por tudo isso.

Aí sim que isso não teria volta.

Porque... O cheiro de sangue na água seria intenso demais para que eu me controlasse, entende?

Por isso agradeça aos seus fantasmas por eu desconhecer sua história, doutora.

E a subestimá-la.

Porque foi o que te fez sair viva desse encontro.

E sim, doutora.

Sou canibal.

Você não me estudou?

A maioria das minhas vítimas foram "atacadas por um animal selvagem".

Por isso que sempre foi fácil me esconder.

Veja bem, Duxhill, por exemplo, há coiotes.

Lobos.

E até ursos por aqui.

Funciona assim: Você ataca sua vítima.

Leva ela para um local seguro.

Faz o que bem entende.

Depois... Destrói seu corpo.

Eu tenho luvas feitas de pele de animais e garras.

Tenho mandíbulas de animais... Presas a pequenos pistões. Que reproduzem uma mordida em perfeição, afinal simula até a força do animal.

O resultado é um corpo que foi atacado por vários animais selvagens.

Depois disso é só abandonar o carro na orla da floresta.

E deixar o corpo mais escondidinho.

Se divertir com as buscas.

Aliás, já até ajudei em algumas aqui em Duxhill, sabia?

E depois ver aquela notícia linda: "Ataque de animal selvagem mata aluna de Duxhill".

Vai ver eu me escondi tão bem que você não notou o padrão, não é?

Mas vamos voltar a você, minha deliciosa e fria doutora.

Estou começando a rever meus desejos não sexuais por você depois de vê-la assim, confesso.

Quem nunca quis foder sua cunhada que atire a primeira pedra.

Recuo e assisto você se recompor, conforme abro a pasta de Blake.

Nada.

Folhas em branco.

Cerro e os olhos e te encaro.

Quase rosno.

Vou socar essa pasta no seu esôfago, doutora.

Respiro fundo ao ouvir sua explicação.

Irritado com tudo aquilo.

Entediado, talvez.

Enfio a mão no bolso e saco um isqueiro prateado, o abrindo habilmente e então ateando fogo lentamente a pasta.

A jogando na sua lata de lixo em seguida.

Vai disparar o alarme de incêndio?

Foda-se.

- O que você quer pra mim é irrelevante. Afinal eu sei bem o preço que paguei para salvar Blake. Esse garoto e tão importante pra mim quando uma puta morrendo de AIDS. Com exceção que me compadeço pela puta, afinal ela não vai mais alegrar ninguém por aí... Ou talvez alegre... - O rosto inexpressivo esboça um sorriso torno.

Ainda aquele sorriso afiado.

Que desaparece.

- Em resumo, Valentina... Por que raios eu salvaria esse moleque? Só por que você está pedindo? Achei que me conhecesse melhor.... - Sim, estou parafraseando você.
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 28 Dez 2018, 16:32

Eu não me enxergo assim, e não me importo com o que as pessoas enxergam.
 
Se elas soubessem a verdade, nem se aproximavam.
 
A parte responsável por isto em seu cérebro se chama Blake, e pequenos Noash.
 
Simples Noah, você focou esta função em sua família, mesmo que você ache que não sente, você sente até demais.
 
Vou além, e digo que você pode amar sua família até mais do que uma pessoa que se julga “normal”.
 
Você percebe como nosso mundo é doente?
 
Pessoas que se dizem “normais” traem, mentem, iludem, matam seus parceiros lentamente dia a dia.
 
Então é obvio que você pode estar além disto.
 
É visível no modo como você fala de sua família.
 
Você pode até restaurar a esperança que as pessoas precisam ter na humanidade, Noah.
 
Então não vamos olhar somente pelo lado do psicopata canibal, que acumula vitimas em seu portfólio.
 
E eu imagino que você tenha tentado se afastar de Blake, mais uma prova de que você sente e a ama.
 
Somente um sentimento tão puro e verdadeiro, poderia abrir mão de alguém assim, Noah.
 
Acredite.
 
Você é melhor do que muita gente que eu conheço.
 
Limites existem para manter o equilíbrio, Noah.
 
E neste mundo que tanto tememos.
 
Os dois.
 
O equilíbrio é exatamente o que separa quem sobrevive, de quem vira uma sombra se rastejando atrás de seu assassino.
 
Seria este meu destino, se eu não fosse uma aberração?
 
E bem, você emula bem carisma, empatia, este chamar próprio.
 
Você pode conquistar quem bem desejar, Noah.
 
Mas sobre sua família.
 
Raramente vejo coisas tão verdadeiras.
 
Então me desculpe ter que falar sobre ela.
 
E usa-la.
 
Para chegar em você.
 
E estar novamente naquela situação.
 
Sendo estrangulada, ao bel prazer do meu executor.
 
De um psicopata doente, sem miserircodia.
 
Então por mais que eu soubesse que isto aconteceria.
 
Viver, me afeta.
 
E você pode notar o quanto.
 
E Noah....
 
Eu conheço alguém como você, sim.
 
Mas ele morreu.
 
O que todos sabem.
 
Mas não sabem que eu morri também naquele dia.
 
Não é algo que eu tenha conseguido contar a alguém.
 
Escondo as vezes, até de mim mesma.
 
E imagine se você soubesse disto, Noah.
 
O que você faria.
 
O que sentiria.
 
Como sua tarde teria sido perfeita.
 
E bem...
 
Você é um maldito canibal.
 
Uma aberração como eu.
 
Mas eu não pensei que este ponto fosse predominante, somente um tempero a seu comportamento doentio.
 
Mas vai muito além, certo Noah?
 
Eu vi isto em suas vitimas, se rastejando até você com pedaços do corpo faltando.
 
Agora eu entendo.
 
Ataques de animais selvagem.
 
Você é o animal selvagem.
 
Me olhando nos olhos, enquanto corta meu fluxo de respiração.
 
Enquanto tapa minha boca, e sorri como um doente.
 
E até me mostra um pouco deste seu desejo doentio, Noah.
 
E bem.
 
Eu não pareço fazer nada para evita-lo, ou pareço esboçar não gostar.
 
Vai ser sou tão doente como você.
 
Ou só estou focada em outra coisa.
 
Você recua, e me deixa ali, me recompondo.
 
Voltando a respirar normalmente.
 
Arrumando os cabelos.
 
Jaleco.
 
Como se nada tivesse acontecido.
 
Você abre a pasta, ve as folhas em branco, porque tudo que eu preciso está na minha mente, e eu jamais andaria com documentos assim em meio a este hospital comprometido.
 
Você queimar a pasta, e eu apenas jogo o copo de agua que tinha em cima da mesa ao lixo, evitando que qualquer alarme seja dispirado.
 
E finalmente os olhos se voltam a você.
 
Suspiro fundo, ouvindo o obvio.
 
Afinal você é extremamente inteligente, Noah.
 
Abaixo de leve o rosto, parecendo pensativa.
 
Até onde estou disposta a ir.
 
Até o Inferno.
 
Finalmente eu pareço me recompor, me aproximo com calma de você, Noah.
 
Como se você não tivesse tido poder sobre minha vida a alguns momentos, e logo estendo a mão, tocando de leve a gola do seu terno, e o ajeitando a seu corpo, afinal havia amarrotado visto seus gestos bruscos.
 
As mãos ficam ainda apoiadas ali, espalmada, e eu te encaro nos olhos.
 
- Porque eu posso conseguir uma proteção eterna para Blake e as crianças....
 
Os olhos de Valentina se abrem mais e ela sussurra.
 
- Até mesmo contra você....
 
As mãos se afastam do terno, mas ela ainda não recua, sem tirar os olhos de você.
 
- E eu não estou falando dos guardas costas de sua confiança, Noah. Eu estou falando das mesmas coisas que você lidou a algum tempo e sabe o quanto são poderosas, quando querem. Isto vertido para proteger a sua família, de todo ou qualquer mal. Afinal você sabe muito bem que não e sobre Duxhill, e sim sobre nós....
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Sex 28 Dez 2018, 17:30

Aí que está, Valentina.

Essa parte em meu cérebro não deveria existir.

Até hoje eu questiono porque ela existe.

Porque nunca eu tinha me importado com ninguém.

Clhöe era, no máximo, quem podia tirar alguma coisa de mim.

E eu julgava isso possível por conta da nossa ligação.

Gêmeos.

Amantes.

E sabe-se lá mais o que.

Mas então Blake mudou tudo.

Como?

Não sei.

Talvez tenha sido até o sobrenatural.

É a única explicação que faz sentido.

Porque, física e quimicamente, seria impossível.

E foi por isso que você a citou, não foi?

Porque, querendo ou não, minha família é minha fraqueza.

É onde você poderia me atingir.

Você poderia citar Jayden, meus pais ou qualquer um.

Até mesmo Clhöe.

Não teria o mesmo efeito, não é?

Você foi muito inteligente para saber onde cutucar, doutora.

Devo lhe dar crédito por isso.

Porque vai além dos sentimentos forjados.

Da ligação entre gêmeos.

Ou de qualquer coisa.

É justamente por isso que acredito que o sobrenatural esteja envolvido. Pois, além de inexplicável, é insanamente poderoso o que eu sinto.

Assisto você se recompor.

Ajeitar os cabelos.

Alinhar o jaleco.

E apagar a pequena fogueira que eu fiz.

E espero você me dar algo que eu realmente queira.

Consigo até enxergar seu cérebro analisando opções.

Cogitando.

Calculando.

Você então se aproxima e passa a alinhar meu terno.

E finalmente faz sua proposta.

Seus olhos fixos aos meus.

E... Era uma proposta excelente, doutora.

Devo dizer.

Você sabe muito bem negociar.

Mas... É boa demais para algo tão... "Pequeno".

Não que seria um passeio no parque salvar o pau amigo de Reed.

Não seria.

Mas... Bom, acompanhe meu raciocínio.

- Sei muito bem quão poderosas são, Valentina... - Respondo, no mesmo tom que você usa - E você sabe bem o quanto isso me interessa. Contudo... Sei que nada do outro lado é de graça. Tudo tem um preço. E, algo desse nível, custa muito caro... Proteção eterna para três pessoas? - Cerro os olhos, sorrindo levemente - Está aí algo que dinheiro algum compra. E você me oferece isso... Para que eu salve um garoto? Pura e simplesmente? Por que o garoto é tão importante? - Mordo o lábio inferior, sem tirar os olhos dos seus - Isso soa um tanto... Desesperado pra mim, Valentina... - Ergo então minha mão.

Você pode sentir que ela está entre suas pernas.

Próxima.

Sem tocá-la.

Então você sente meu dedo indicador prender-se ao seu vestido.

O prendendo precariamente.

Qualquer movimento seu me afastaria.

- Até onde você está disposta a ir para salvá-lo? - Arqueio a sobrancelha, sem desviar os olhos dos seus.

Ao passo que meu dedo indicador passa a subir muito lentamente.

E caso você não o impeça... Subindo seu vestido lentamente pelo seu corpo.
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 28 Dez 2018, 18:18

Mas existe, Noah!
 
E é mais funcional como a de muitos por ai, que se dizem “normais”.
 
E sim Noah, o sobrenatural é capaz de coisas que nem sequer podemos imaginar.
 
Até como, vencer a morte.
 
E eu a citei para você entender a seriedade disto e eu poder chegar exatamente onde preciso.
 
Eu precisava que você se revelasse pura e verdadeiramente, para que aquelas criaturas te deixassem em paz.
 
Este foi o primeiro motivo, Noah.
 
E por mais nobre que seja, você jamais saberá.
 
E o segundo para que você entenda a seriedade em salvar Theo, e se esforce.
 
Mas você sempre iria ir além.
 
E eu teria que ultrapassar alguns limites por isto, contrariando tudo em mim.
 
Eu sou muito inteligente, Noah.
 
Mas pouco empática.
 
E você consegue ser os dois.
 
Isto te faz quase...perfeito.
 
 
E eu sei o quanto é forte, você transparece isto quando eu falei deles.
 
Como te disse.
 
Foi uma das coisas mais fortes e sinceras que eu já presenciei.
 
Mas agora eu apenas me recomponho, arrumo roupa, cabelos, jaleco, tudo.
 
E você sabe que naqueles segundos, eu estou analisando exatamente o que preciso te dar para você ceder.
 
Para você cooperar, e salvar Theodore.
 
Você le isto facilmente em meus gestos.
 
Então eu finalmente me aproximo, ajeito seu terno, passo a alisar o mesmo, repuxando-o, arrumando, como sem qualquer intenção.
 
E finalmente os olhos vão aos seus, e eu faço a proposta.
 
Irrecusável.
 
E então você começa a falar, e é claro que você se preocupa com o preço a pagar por isto. Embora seja eu a pagar, não?
 
Mas sua preocupação vai além, Noah
 
Você quer saber porque Theo vale tanto, certo?
 
E você leva isto a outro patamar, quando morde o lábio inferior, e ergue sua mão.
 
E mesmo que você não me toque, eu posso sentir ela próxima.
 
Eu quase posso sentir o toque.
 
E sua presença fica mais forte agora, Noah. Seu cheiro, sua beleza.
 
Tudo parece se intensificar.
 
Só porque.
 
Você quer.
 
E então você toca a barra do meu vestido, prende-a a mesma a seu dedo, mas de modo bem suave, e após me fazer aquela pergunta, sem tirar os olhos dos meus.
 
Que estão como sempre, inexpressivos.
 
Passa a erguer meu vestido, sinto o tecido deslizar lentamente pela minha pele, como uma caricia profana.
 
Querendo levar meu vestido junto ao toque, querendo saber ao que eu estou disposta.
 
Criando aquela atmosfera de luxuria quase irresistível, era assim que seduzia suas vitimas, Noah?

Chego a fechar os olhos, e deixar que algumas coisas tomem minha mente, e quase sou capaz de sentir o cheiro de Jayden se misturando ao seu Noah.

Como se ele viesse me resgatar, me envolver e me salvar como ele sempre faz.

Consigo até lembrar a forma como ele me segurou a primeira vez, evitando que eu desabasse, como ele passou a fazer isto todas as vezes que julguei necessário.

Quase consigo ver seu rosto a minha frente e lentamente ele toma tudo.
 
Logo você pode sentir minha mão envolver a sua de modo firme, segurando de modo a envolve-la o máximo possível, a apertando e afastando pro lado.
 
Os olhos ainda fixos aos seus, sem expressar nada.
 
O corpo e o rosto próximo, a conversa tinha um tom muito intimo.
 
Jayden pensaria o pior se entrasse agora naquela sala, qualquer um pensaria.
 
- Ele é importante, assim como os outros: Salviatti, Davenport, Astor, Russel, Blackburn, Ross, os segundos filhos....


Digo quase rangendo os dentes, e finalmente deixo as unhas se cravarem sua mão Noah,  buscando te machucar e ao mesmo tempo te fazer entender as coisas.
 
- Eles podem salvar as coisas por aqui, se ele morrer...perdemos um elo que não podemos perder. Se eles estão vivos até hoje, e se encontraram aqui, correm um risco maior ainda. Eu sei que é muito para entender agora, Noah. Mas pode apenas confiar em mim, e aceitar o presente em troca de sua ajuda?
 
A voz sai muito baixo, e as unhas se cravam ainda mais.
Valentina Zelyaeva
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Qua 02 Jan 2019, 15:19

Concordo, Valentina.

Você ter agido como agiu foi muito esperto.

Ao menos... Para conseguir o que você queria.

Contudo, você também me deu muita margem para ver seu desespero.

Afinal, por que você queria tanto salvar aquele moleque?

Era óbvio que existia um motivo muito forte ali.

Mas qual?

Vem comigo, Val.

Como disse, onde eu estou, os limites não passam de pontinhos.

Fica um pouco aqui comigo, quem sabe você não gosta?

Eu te ataco.

Você então se recompõe, como se nada tivesse acontecido.

Ainda que eu tivesse visto medo em seus olhos.

Você volta a sua frieza.

E faz aquela proposta.

Mais uma vez, o quanto você quer isso, Valentina?

É o momento em que coloco isso a teste.

A fria e racional Valentina está disposta a pagar quanto por isso?

Até onde sua razão te domina, doutora?

Desço a mão e toco seu vestido.

Com meus olhos fixos aos seus.

O mordiscar no lábio inferior dá outro tom a situação.

E eu vejo como seus olhos seguem meus movimentos.

Ainda que não se desviem dos meus.

Eu consigo enxergar o que você sente... Ao olhar para você.

Mais um dos benefícios de se emular sentimentos... Você se torna um observador único.

Que consegue entender pensamentos.

Interpretar desejos.

Através de um único brilho diferente nos olhos.

Você fecha os olhos.

E meu sorriso se abre levemente.

Ainda predatório... Mas menos ameaçador.

Isso, cunhadinha.

Pense em meu irmão.

Busque seu fiapo de sanidade.

Se apegue a ele como uma boia em alto mar.

Então você abre os olhos.

E me afasta daquele modo brusco.

O que me faz sorrir mais.

Ao ver aquela reação que eu esperava.

Contudo, você toma minha mão.

Explicando a importância de... Como era o nome dele mesmo?

Ah sim. Theo.

O Pau amigo.

Segundo filhos?

Aquilo me faz cerrar os olhos.

Mas então você crava as unhas em minha mão.

E, querendo ou não, aquilo me atrapalha a pensar.

Dor?

Não.

Prazer.

E você sabia disso, não é, Valentina?

Você estava disposta a ir tão longe assim?

Porque eu esperava você afastar minha mão.

Mas... Me provocar?

Você não afastou minha mão.

Você tomou ela.

E me provocou mais... Subir seu vestido teria um efeito mais ameno em mim.

Mas aquilo até me arrepia.

Principalmente quando você crava mais fundo as unhas.

Fazendo meu sangue banhar seus dedos muito lentamente.

- Há mais famílias importantes que pisaram aqui... E com dois filhos...

Era uma frase jogada? Não.

Minha família não era uma qualquer.

E eu sou o mais novo.

Por três minutos, como Clhöe ama ressaltar.

Era... Preocupação com minha irmã, afinal.

Mesmo com tesão eu ainda penso.

Aceitar o presente?

A distância que já era mínima... Se torna nula, quando me aproximo mais e colo o corpo ao seu.

A mão que você envolve ganha vida, e meus dedos envolvem os seus.

Não para se livrar.

Mas para te puxar.

Te fazer cravar ainda mais as unhas em mim.

E quanto eu faço isso, eu suspiro no seu ouvido, já que colo meu corpo ao seu.

- Só uma coisa falta nessa equação, cunhadinha... - Sussurro no seu ouvido.

Te chamando de cunhada justamente para elevar a máxima potência aquilo.

Você é minha cunhada.

De casamento marcado.

E está nessa situação comigo.

Quão errado é isso?

Quanto mais errado... Mais gostoso, Val.

Repentinamente aproximo o rosto e mordisco seu lóbulo.

O sugando em seguida.

Para, em seguida, me afastar e fazer a pergunta.

- Nos salvar do quê? - Sussurro novamente... Deixando minha respiração chocar-se contra sua pele úmida pela saliva.

Ao passo que, com a mão livre, revido aquelas unhas cravadas em minhas mãos.

Agarrando seus cabelos na base da nuca e os puxando com força.
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qua 02 Jan 2019, 16:16

Eu sou esperta, Noah.
 
Pensa que sou como as garotinhas bobinhas que caem nas suas mãos?
 
Seu histórico é longo aqui em Duxhill.
 
Nem sei como diabos conseguiu sossegar com Harris.
 
Será que sossegou mesmo?
 
E talvez eu tenha dado muita margem a meu desespero mesmo, mas além de não ter aptidão para jogos sociais, eu também não tenho tempo, Noah.
 
Então leia o que quiser ler, apenas me dê o que eu preciso.
 
Simples.
 
E no fundo eu sabia que não ia conseguir nada nem de você, sem antes dizer o real motivo.
 
E talvez fosse exatamente este o perigo.
 
Mas é o fim do mundo, certo?
 
Requer medidas drásticas.
 
Sacrifícios!
 
Talvez este seja o meu, porque logo o animal que vive em você, vem a tona, e me ataca.
 
Foram o que?
 
Segundos?
 
Minutos?
 
Eu me recomponho como se nada tivesse acontecido, arrumo cabelos, roupa, fico impecável de novo.
 
Distante.
 
Fria.
 
O que quer que você tenha visto em meus olhos, já passou Noah.
 
Estou de volta.
 
E você vai vir com estes testes?
 
Comigo?
 
Novamente existe pouca distancia entre nós, e desta vez eu que provoquei a proximidade.
 
Acho que...
 
Estar tão perto assim do perigo.
 
Da morte.
 
Me faz me sentir mais viva.
 
Loucura, não¿
 
E no mínimo hipocrisia do destino.
 
E você logo responde a altura, Noah.
 
Afinal...é você, não?
 
Começa a provocar uma situação que no momento tem controle.
 
Mas até quando vai ter?
 
Você mordisca o lábio inferior, e demonstra aquele lado seu, o qual eu só havia ouvido falar.
 
Presenciar, como dito antes.
 
Viver a situação.
 
É bem diferente.
 
Seja lá a merda que você esteja emulando.
 
Me atinge sim.
 
Eu fecho os olhos, busco Jayden a minha mente, coloco ele e o fixo como posso ali.
 
Preciso dele agora.
 
É o motivo de eu ainda sobreviver.
 
De não correr como uma louca para o perigo.
 
Preciso me manter sã.
 
Me manter com ele.
 
Já ando tão louca.
 
Dado a pensamentos adolescentes com  o garoto mais bonito de Duxhill.
 
Só me falta um affair com o cunhado?
 
Devo estar enlouquecendo mesmo, e neste processo, destruindo qualquer coisa que eu tenha aprendido todos estes anos.
 
Princípios.

Ética.

 
Tudo.
 
Meu caráter está indo pra merda!
 
Por isto abro os olhos bruscamente, e afasto Noah daquele modo brusco.
 
Vendo o sorriso de vitória aos lábios dele.
 
Isto me irrita.
 
Porque ele acha que pode vir aqui e mandar em tudo, e me controlar como uma maldita boneca?
 
Eu sinto uma raiva que acho que nunca senti antes.
 
Acho que nunca sentir raiva antes.
 
Eu simplesmente quero causar nele, o que ele causa em mim.
 
Tirar o controle.
 
E deixa-lo, frustrado.
 
Talvez confuso.
 
Machucado.
 
Por isto tomo a mão dele e cravo a unha daquele modo, enquanto com os olhos sobre os seus, digo o que diabos significa salvar Theo.
 
Mas não digo tudo.
 
Não vou dizer.
 
Dane-se!
 
Obvio que você riria de mim, Noah.
 
Se dissesse que também envolve a consideração que tenho por Reed.
 
Isto eu vou guardar para mim, obrigada.
 
Vejo você cerrar os olhos, e cravo ainda mais a unha, vendo a forma como você oscila.
 
Exatamente isto.
 
Cravo mais, até sentir a pele rasgar e o sangue vir a tona.
 
E vejo sim o prazer estampado em você Noah, mas acima disto, sua confusão.
 
A forma como você sai do seu pedestal de psicopata controlador por alguns minutos.
 
As consequências disto?
 
Próxima pagina, certo?
 
E vamos falar da coisa mais série do mundo, enquanto praticamos uma das mais insanas.
 
E sujas.
 
Sei lá o nome disto.
 
Dane-se.
 
Não sou uma boneca de pano que todos manipulam, e o mundo joga o que quiser aos ombros, esperando que ela não reaja.
 
Vou reagir!
 
Estou viva!
 
Respiro fundo, quase como se quisesse confirmar isto.
 
E então Noah responde, sobre famílias.
 
- Sim...Mas os Iluminattis, envolveram somente estas no pacto, e por conhecidência são os sobrenomes dos mais nobres calouros deste ano letivo de Duxhill...
 
Digo em tom baixo, confidente, e afim e encerrar aquela conversa, que já atingiu patamares perigosos demais, eu apenas declaro que Noah deve aceitar o presente e me ajudar.
 
É simples.
 
Aceite e pare com esta droga, Noah.
 
Não somos calouros em uma festa com os hormônios a flor da pele.
 
Você é casado! Tem filhos! Eu sou noiva.
 
E do seu irmão por sinal.
 
O quão doente você é?
 
Parece que a prova vinha a seguir, quando a distancia simplesmente se torna inexistente e sinto seu corpo colar ao meu, recuo, e minhas costas encontram a parede.
 
E já respiramos o mesmo ar agora.
 
E é profano.
 
O ar que você me faz respirar, Noah.
 
Corrompe.
 
Sinto sua mão envolver a minha, de modo a fazer eu te machucar ainda mais, mas me puxando para si ao mesmo tempo.
 
E eu me sinto uma....
 
O que?
 
Louca.
 
Porque não faço nada.
 
Fico naquela posição fragilizada, recostada a parede, tendo seu corpo colado ao meu, os lábios que vem a meu ouvido.
 
Um cheiro novo.
 
Estranho.
 
Mas agradável.
 
Deve ser o perfume do Inferno que você usa, Noah.
 
Mal te escuto.
 
Você faz questão de dizer que sou sua cunhada.
 
Isto é mais do que errado, Noah.
 
Devíamos ser carregados para o Inferno agora.
 
Mas eu ainda tenho alguma sanidade e respeito próprio.
 
- Noah....
 
Digo em tom de reprovação
 
Que não adianta nada, porque você responde mordiscando meu lóbulo, me fazendo encolher os ombros, fechar os olhos, e estremecer, meu corpo chega até a amolecer naquele ato.
 
E você faz aquela pergunta, se afastando um pouco, meus olhos buscam os seus.
 
Assustados.
 
Muito assustados, como não estava a momentos atrás quando achei que iria me matar.
 
Estou aterrorizada te olhando, exatamente pelo que você fez.
 
Como tirou a distancia e qualquer pudor entre nós.
 
E ainda quer conversar em meio a esta perversão toda?
 
Você é doente, Noah?
 
- Você é louco?
 
Pergunto com a voz muito baixa, sentindo você arranhar minha mão, e logo sinto você tomar meus cabelos, agarrando-os, bagunçando-os, desmanchando o coque, dos fios muito lisos que caem em meio a seus dedos, a meu rosto sempre tão intocável.

E lá estou eu.
 
Assustada te olhando, encurralada.
 
Você pode notar como tudo parece revirar e borbulhar dentro de mim.
 
Como tudo parece bagunçado, sem aquele controle e frieza absoluta.
 
Não controle.
 
Eu não sou controlada.
 
Seria algo como apatia.
 
Eu estou numa mistura de sensações, que resultam em uma explosão.
 
Você pode sentir a mão ser retirada da sua de modo brusco, e logo eu a ergo e a viro contra seu rosto Noah.
 
Não sei como encontro um espaço entre nós para bater na sua cara.
 
Talvez por aquele pouco espaço o tapa não tenha o impacto da minha raiva e indignação.
 
Mas logo eu viro a outra mão fechada a seu peito, sujando sua camisa com o seu próprio sangue que está em meus dedos., e desencosto o corpo da parede, jogando o mesmo contra o seu, mas de modo mais brusco, irritado.
 
Dando vários socos em seu peito, seguidos, sem deixar tempo de você sequer reagir.
 
- Você pensa que eu sou o que?
 
Pergunto enquanto pareço descontar tudo aquilo em você.
 
Mas o que afinal estou descontando?
 
Tudo....
Valentina Zelyaeva
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Qui 03 Jan 2019, 13:13

É justamente por você ser esperta que isso aqui está divertido, Val!

E é claro que sosseguei.

Sou um respeitável homem casado.

E você uma noivinha.

Minha cunhadinha noivinha.

Quer algo mais casto e sossegado que isso?

Eu posso te dar o que você precisa.

Mas você vai me dar o que eu quero?

Tudo tem um preço, doutora.

Ainda mais com uma garota tão especial quanto você.

Que se recompõe do meu ataque em segundos.

Como se nada tivesse acontecido.

Até vem alinhar meu terno, veja só!

Você está o quê?

Procurando controle?

Ou outra dose, doutora?

Então ok, vamos brincar.

E eu vou te dar outra dose.

Menos perigosa?

Não.

Menos mortal.

É, talvez essa seja a definição.

Te provoco.

Quero ver até onde você vai.

Te testar é... Divertido.

Um novo jogo pra mim.

Você fechar os olhos é lindo!

Sabe, eu sempre adorei pegar coisas boas.

E corrompê-las.

Aileen que o diga.

Tem algo mais gostoso do que você bagunçar algo tão certinho?

E olha como você é certinha, Valentina!

Dona do mundo.

Sempre no controle.

Naquele relacionamento tão impecável.

Digno de cinema, não é?

E cá estou eu, tirando sua sanidade.

Mostrando que não há problema algum em ser louco.

Princípios?

Eu limpo a bunda com eles.

Ética?

Piada feita por uma velha solteira que morreu na companhia de vinte gatos.

Você "acorda".

E se irrita com meu sorriso de vitória.

E vem me... Machucar?

Achando que isso é a saída para essa situação?

Não é uma saída.

A gente estava em um passeio pelo parque, Valentina.

Mas você acabou de sair para uma rodovia.

Será que vai conseguir me acompanhar?

Minha confusão te faz sentir o quê, doutora?

Satisfação?

Não, sua safada!

Você tá gostando.

E pode negar o que for... Mas você tá delirando ao fazer eu me sentir assim.

Ao ver eu sentir prazer ao seu toque.

Reage, Valentina.

Pode viver, nem que por alguns minutos, sua zumbi maluca!

Então você fala sobre iluminattis.

É sério?

Enfim, loucuras a parte, estamos a salvo.

Ótimo!

Mas, não vamos parar a brincadeira agora, vamos?

Nããão!

O quão doente eu sou?

Vem descobrir, vem.

Avanço.

Colo o corpo ao seu.

E você cola na parede.

Distância? O que é isso?

Sinto seu corpo contra o meu.

E sim.

É profano.

É errado!

E é por isso que é tão gostoso.

Faço você me machucar mais.

E você não reage.

Você não está fragilizada, Valentina.

Você está gostando.

Assume!

Meu perfume toma seus sentidos.

Aquele perfume amadeirado e único.

Tomo seu ouvido.

Sugo seu lóbulo.

E te chamo de cunhada ao fazer aquela pergunta.

Ir pro inferno?

Vamos!

Lá vai ser muito melhor do que você julga ser o paraíso.

Você me chama, naquele tom de reprovação.

E eu mordisco seu lóbulo.

E sorrio ao ver você se encolher.

Estremecer.

Até amolecer.

Pernas bambas, doutora?

Viu como o proibido.

O errado.

É muito mais gostoso?

Se quiser experimentar mais da família Valmont... Posso fazer uma ligação para Mônaco e trazer Clhöe aqui.

Vai ser épico!

Você pergunta se sou louco.

E eu abro um sorriso.

- Achei que você soubesse a resposta para essa pergunta... - Respondo.

Em um sussurro.

Claramente irônico.

Tomo seus cabelos.

Desmancho seu coque.

Seu olhar assustado me excita.

E, sim, você, sempre no controle.

Estar nesse vendaval de emoções é fascinante.

Como, alguém como eu, incapaz de sentir, consigo fazer alguém como você... Sentir tanto?

É mágico não é?

Então você puxa a mão da minha.

E bate no meu rosto.

E então passa a me dar socos no peito.

Jogando o corpo contra o meu para abrir espaço.

Irritada.

E isso me faz rir.

Desculpa, mas eu não consigo não rir.

Porque você está linda assim, Valentina!

Se você fosse assim o tempo inteiro... Você seria uma mulher muito diferente.

Completa.

Única.

Deixo você me dar aqueles socos.

Até que eu reajo.

Apanho seu punho em um dos golpes e o puxo na minha direção.

Uso seu avanço contra você, em uma técnica bem comum de artes marciais. Usar a força do seu inimigo contra ele mesmo.

Eu poderia usar a minha, mas... Não quero te machucar, doutora.

Não agora que você está tão interessante.

Com um puxão, puxo seu punho para trás do seu corpo.

E te empurro contra sua mesa.

Em um baque.

Para que você fique com o rosto contra a mesa.

Praticamente com o corpo inteiro ali, sobre seus papeis.

Sobre a pasta de Theodore.

Enquanto eu fico atrás de você, mantendo seu punho puxado contra suas costas, em uma torção.

E, obviamente, me aproveitando da situação em que você está.

Afinal... Quem não adorara ver a Dra. Valentina Zelyaeva com essa bunda perfeita empinada assim?

Seus sapatos te deixam em uma posição linda.

- Cunhadinha.... Você deveria soltar-se mais, sabe? Fica linda assim. Furiosa... - Sim, o tom ironico ainda está ali.

Assim como meu corpo colado ao seu.

Meu quadril que cola-se contra sua bunda.

Seu vestido subiu nessa brincadeira? Espero que sim.

- Te respondendo, sim... Eu aceito sua proposta. Salvo o garoto. Mas ainda quero resposta... - E então solto seu punho.

Como disse, não quero te machucar.

Mas... Não recuo.

Afinal estamos tão próximos.

Você está sentindo o quanto estou excitado.

E te ver enlouquecida assim é tão... Gostoso.

Que não quero parar de brincar.
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 03 Jan 2019, 15:19

Não é divertido, Noah.
 
Só você mesmo sendo o doente que é para achar algo assim divertido.
 
Para ficar com estes jogos estúpidos tendo a vida de alguém em risco.
 
E você é tudo Noah, mas a ultima coisa que pode ser é respeitável.
 
Dadas suas atitudes.
 
E sim, eu sou sua cunhada, temos que escrever isto na minha testa?
 
Ou este é seu combustível para fazer o que faz?
 
Como um irmão birrento que quer “brincar” com os brinquedos do irmão.
 
Visto que eu não sou a droga de um brinquedo!
 
Isto está longe de ter sentido.
 
E é obvio que eu mais do que ninguém, sei que tudo tem um preço, Noah.
 
E por isto eu já te mostrei como pagar.
 
De um modo bem compensador para você.
 
E eu me recomponho do seu ataque em segundos sim.
 
E de qualquer outro tipo de ataque ou droga que a vida possa proporcionar.
 
Eu vou fingir que nada aconteceu, para mantermos o mínimo de convício social.
 
E eu não estou procurando nada, Noah.
 
Apenas que você salve o rapaz.
 
Salve a humanidade.
 
Salve o mundo.
 
Simples!
 
Mas parece que com o pacote “santo-milagreiro” vem a questão do idiota canastrão.
 
Psicótico, megalomaníaco.
 
Sedutor.
 
Você me provoca.
 
Eu fecho os olhos para buscar juízo, para buscar apoio em Jayden.
 
E agora te faço lembras as idiotas que você corrompeu, Noah?
 
Me poupe.
 
Eu sou certinha sim.
 
E estou sempre no controle.
 
Mas eu não finjo isto, ou fico forçando.
 
É natural.
 
O que não é natural.
 
É você, Noah.
 
Jayden é um príncipe sim.
 
O tipo de homem perfeito.
 
Mas não estupido!
 
Não subestime seu irmão, porque eu jamais o faria.
 
Eu conheço um lado dele que deve ser inerente aos Valmonts, certamente.
 
Não queria conhecer, Noah.
 
E não é uma ameaça, é um aviso de paz!
 
Por isto eu logo, coloco limites a situação, mas....
 
Eu também não tenho sangue de barata, por isto vou te machucar.
 
Até tirar sangue, se necessário.
 
Imaginar que você deliraria com isto, é pedir um pouco demais para mim.
 
E muito menos que você ia focar nas suas insanidades ao invés da gravidade das minhas palavras, você parece nem ligar para o que eu digo.
 
Simplesmente avança, cola nossos corpos, e minhas costas a parede. Faz com que eu te machuque ainda mais.
 
Mexe com meus instintos mais primitivos.
 
Me fazendo ficar como uma idiota, de olhos fechados, os sentidos tomados.
 
Você suga meus lóbulo, me fazendo encolher os ombros.
 
E tenho que confessar, pensar no quanto aquilo é errado e profano.
 
Faz as pernas bambearam.
 
Maldito instinto humano.
 
Nem imaginava que ainda tinha algum.
 
E que ia suspirar em meio aquilo.
 
Mas eu ainda luto, e por isto te encaro nos olhos, enquanto pergunto se você é louco.
 
Você responde daquele movo evasivo, e me faz ter vontade de gritar.
 
Gritar bem na sua cara para você calar a boca.
 
Você toma meus cabelos, desmancha meu coque, avança sinais que eu jamais permiti.
 
Por dentro eu estou rosnando, Noah.
 
Mas meus olhos só transparecem como estou assustada.
 
E também confusa.
 
Deixando aquela raiva e indignação me dominar pouco a pouco, roubando o espaço que a forma como você me envolveu me deixa assustada.
 
Eu deixo aquela raiva tomar tudo, erguendo a mão, batendo no seu rosto, arrumando espaço para fazer isto.
 
E é por isto que eu me deixo explodir, jogando o corpo na direção do seu, e virando seguidos murros em seu peito, fazendo com que meu corpo desencoste da parede.
 
Que você pare de me encurralar.
 
E dar as cartas.
 
Você ri?
 
Isto me deixa ainda mais louca, chego a rosnar, enquanto bato em você de toda maneira que consigo.
 
Tão irritada, com os cabelos caídos ao rosto, ombros e costas, completamente desalinhados.
 
Aquela expressão de ira, que deixa até o nariz franzido e as sardas mais evidentes.
 
Pareço até um pouco infantil agora.
 
Tão infantil e burra, que deixo você apanhar meu pulso, e puxa-lo.
 
E é sério, Noah?
 
Você está me dando algum tipo de golpe de auto defesa?
 
Em que lugar você acha que estamos?
 
Em um ringue?
 
O movimento é tão rápido, eu ainda tento seguir com meus olhos, e com a mão livre agarrar alguma coisa para te bater, até chego a pegar um livro a mesa, mas você simplesmente faz meu corpo girar, e ser empurrado contra a mesa, mantendo meu braços dobrado atrás do corpo.
 
Sinto o vidro gelado da mesa a meu rosto, minha pele colada ao mesmo, parte sobre a pasta de Theodore, consigo ler o nome dele ali.
 
Aquela posição me deixa completamente vulnerável, e me faz ter vontade de enfiar um bisturi a sua garganta, Noah.
 
E então aquela frase, que me faz bufar.
 
O ar sai pesado dos meus lábios, e até marca o vidro da mesa.
 
E diferente das colegiais vulneráveis a você, Noah. Eu não uso saia curta, meus vestidos vão até os joelhos, e em sua maioria são colados ao corpo, no máximo o quadril vai marcar mais que de costume, assim como as coxas, mas ele não vai subir.
 
Seu cretino doente.
 
Você finalmente solta meu punho, após deixar claro que irá ajudar Theo, mas quer respostas.
 
E assim que me solta, eu jogo o corpo para trás, fazendo você recuar e quando me viro, já jogo o livro que estava na minha mão na sua direção, mesmo que a distancia seja pouca.
 
O indicador se ergue na sua direção.
 
- Fique longe de mim, Noah.....
 
Digo em um tom de imposição, enquanto estendo a mão na direção da mesa, agarrando a primeira coisa que vejo, a pasta de Theo, jogo a mesma na sua direção, o porta caneta, o descanso de papel.
 
Se tivesse um tijolo ali, eu jogaria ele em sua direção.
 
Deixando claro que quero que fique longe.
 
- Fique aí e não ouse se aproximar mais!
 
Digo enquanto procuro me afastar para o outro lado da mesa, sentando-se a cadeira, após a sala estar uma zona.
 
Meus olhos focam a mesa, completamente atordoada.
 
Os cabelos desalinhados como nunca se ve, Dra Zelyaeva, assim como o jaleco, e a expressão.
 
- Sente-se e vamos conversar sem parecer animais no cio.
 
Suspiro fundo.
 
- No caso, você....Não somos mais adolescentes, e nem mesmo quando eu fui me portava assim, e não somos calouros em Duxhill. E MAIS importante, eu não sou uma jovem com os hormônios aflorados pelos rapazes do time ou os residentes canalhas, Noah...
 
Resmungo, enquanto puxo os cabelos, prendendo-o em um coque como consigo, mesmo que fique bagunçado e mais selvagem que o formal de costume, é a maneira desesperada de recuperar algum controle.
 
Suspiro fundo, estendo as mãos sobre a mesa, que está totalmente bagunçada, tem fotos da tomografia de Theo pelo chão da sala.
 
E eu pareço fingir que nada aconteceu.
 
De novo.
 
Deslizando as mãos espalmadas sobre a mesa, e voltando a te olhar Noah.
 
Finalmente.
 
- O que você quer saber, Dr Valmont?
 
Se eu pudesse até iria sorrir.
 
Desvio o olhar, voltando o mesmo a tela do computador, vendo os chamados, se tinha alguma emergência.
 
Viu?
 
Podemos agir como pessoas normais, Noah.
 
Podemos fingir.
Valentina Zelyaeva
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Qui 03 Jan 2019, 18:02

Ah é sim, doutora!

A tão inteligente, fria, calculista, mão forte de gelo, Dr. Valentina Zelyaeva... De pernas bambas e arrepiada.

É divertido.

É delicioso!

Tem certeza que não quer brincar comigo, cunhadinha?

Seria tão divertido.

Salvar a humanidade?

Salvar o mundo?

Eu quero é que se exploda todo mundo.

Não entendeu ainda?

Se não fosse por Blake, meus filhos e Clhöe... Eu estaria rindo de você.

Mas vamos lá, Valentina.

Fique no controle.

Seja certinha.

E se perca no processo!

Se irrite.

Me bata.

Me faça rir.

E eu sei que rir te irritaria mais.

Mas é inevitável!

Rosna mais.

Bate.

Me mostra suas garras, cunhadinha.

Você fica linda assim.

Desgrenhada.

Rebelde.

Vívida.

E não essa boneca inflável que Jayden ama.

E sim, Valentina, é um golpe de Aikido.

Sabe como é, né... Eu não sou necessariamente um monte de músculos como meu querido irmão mais novo.

Então... Eu uso meu cérebro.

Até para me defender.

E o Aikido é perfeito para isso.

Porque sempre usa a força do seu oponente contra ele.

O mesmo vale pra Krav Maga.

Posso te dar aulas depois, se quiser... Blake ama.

Vai que você curte.

Ao menos você poderia fazer mais, além de me fazer gargalhar.

Ah, você quer enfiar um bisturi na minha garganta?

Será que, com um pouquinho de aulas, você não vira um predador também, cunhadinha?

Tem certeza que não me quer como professor?

Após girar seu corpo e te imobilizar... Eu fico ali, admirando a posição em que você se encontra.

E você fica linda com essa bundona toda empinada assim.

Mas que pena que o vestido não subiu um pouquinho... Porque seria lindo!

Então te solto.

E você se vira jogando o livro na minha direção.

E eu não consigo não rir.

Principalmente do seu tom de imposição.

Jogando mais coisas na minha direção.

- Tudo isso é medo ou vontade? Você ficou tão arrepiada, cunhadinha... - Pergunto, em meio ao riso.

Porque te irritar vai ser uma das melhores coisas que posso fazer em Duxhill, Valentina!

Te fazer se descontrolar.

Sair da pose de princesa de gelo.

É lindo!

Você manda eu me sentar.

E eu me sento vagarosamente, erguendo as mãos, como quem está se rendendo.

- Ok, vamos fingir que você não gostou... E sério que você sempre foi certinha assim? Que sem graça... - Dou de ombros, ainda com o meio sorriso no rosto - E tem certeza que você não tem hormônios queimando aí? Li sobre um tal de Pietro aí, sabe... - Coloco as mãos atrás da nuca e reviro os olhos, abrindo mais o sorriso.

Mas ok, recupere o controle, doutora.

Por enquanto eu deixo.

Vamos fingir por enquanto.

- Quero saber contra quem estamos... Lutando. Ou melhor, contra quem tumorzinho vai lutar. E... Como você vai fazer para me pagar, Dra. Zelyaeva...


Está difícil de tirar o sorriso do rosto.

Mas está melhor agora, Valentina?
Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 03 Jan 2019, 19:55

Cala a boca, Noah.
 
Se eu não tivesse compostura eu gritaria isto com toda a força que tenho.
 
E te socaria a cara!
 
Você ia ver quem quer brincar aqui.
 
E sim, vamos nos manter no controle de nossos atos.
 
Lembrando que somos quase parentes, Noah.
 
Algo que você adora lembrar nos piores momentos possíveis.
 
E eu não sou uma boneca inflável, sou uma dama, uma pessoa distinta na sociedade, o que seu irmão aprecia.
 
Se você gosta de loucas descabeladas procure a Hope.
 
Aliás, ela faz bem seu tipo, Noah.
 
E também dispenso suas aulas, guarde para sua esposa.
 
Sobre o bisturi.
 
Isto sim eu queria enfiar na sua garganta, e fazer você finalmente calar a boca, e parar de ser tão debochado.
 
Ainda mais quando me coloca naquela posição, e fica ali atrás admirando meu corpo.
 
Como se....
 
Eu tivesse permitido!
 
Ou estivesse ali para agradar seus olhos.
 
Seu doente!
 
Me viro, jogo o livro na sua direção, e todo o resto que encontro.
 
A sala fica uma bagunça que não faz parte de mim.
 
Qualquer um que entrasse ali estranharia de imediato.
 
Tudo na minha sala é perfeito e alinhado.
 
Limpo.
 
Tudo reluz.
 
Mas depois que você chegou ali, Noah.
 
Tudo virou uma bagunça.
 
Como você.
 
Por isto eu logo me sento, arrumo meus cabelos, de um jeito que também eu não arrumaria normalmente, mas é o que consigo fazer.
 
Arrumo a gola do vestido, puxo ele as pernas, arrumo o jaleco.
 
E ignoro o que você diz.
 
Mando você se sentar e exijo compostura.
 
Vamos manter a classe, Valmont!
 
E as roupas no lugar.
 
Meus olhos fixam-se a você, vendo você se sentar e falar mais besteiras.
 
- Eu não gostei, achei repugnante.
 
Digo desviando os olhos a tela do computador, e logo te encaro de canto de olhos, quando você volta a falar.
 
- Eu sou assim, Noah. Sinto muito se não te agrada.
 
Começo a digitar, mas logo paro assim que escuto o nome de Pietro, arqueio a sobrancelha, e afasto o lap top para o lado.
 
- O que você está insinuando?
 
Suspirou fundo, e uno as mãos frente ao corpo.
 
- E não vamos falar do Salviatti, ele ao menos tem educação, algo que te falta....
 
E então você finalmente diz o que quer, e eu apenas mantenho os olhos sobre você.
 
- Apocalipse....
 
Logo eu estendo as mãos apanhando o lap top e virando a tela do mesmo a Noah, com uma lista grande de pacientes e chamados.
 
- Vou te pagar do modo que disse, e já que está aqui, temos muitos chamados hoje.
 
Logo me ergo, ajeitando novamente o jaleco, puxo os cabelos, agora passando a alinha-los em um coque mais formal, sem deixar nenhum fio fora do local.
 
- O HU vai ficar honrado em ter você nos ajudando. Isto vai ajudar a livrar sua alma do Inferno.
 
Digo sem qualquer pretensão, e logo suspiro fundo, encarando -o nos olhos.
 
- Eu sei que você só se importa com sua família, mas Apocalipse também envolve eles, em volve todos, é o fim de tudo Noah. E é por isto que eu preciso salvar Theodore e manter as outras crianças a salvo.
 
E isto inclui o Pietro.
 
Aliás porque estou pensando nele agora?
 
Some daqui, Noah.
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Noah Valmont em Sex 04 Jan 2019, 11:13

Ui, como você está agressiva hoje, Valentina.

Você sempre fica assim, ou é só quando alguém te deixa com tesão?

Se for a segunda opção... Escolheu bem, maninho!

Uma dama.

Distinta na sociedade.

Que lança livros e fica de pernas bambas com um beijo do cunhado, né?

Danadinha!

Hope?

Me apresenta!

Enfim, agora estamos na sua impecável sala... Que parece ter sido cenário de uma guerra.

E, de certa forma, foi, não?

É sempre tão fofo ver você se arrumar, Valentina.

Buscando o controle nessa sua postura perfeita.

Como se ela norteasse seu eu.

E talvez norteie.

Me sento e te observo.

- Repugnante? - Arqueio a sobrancelha - Inaceitável. Exijo outro beijinho para mudar essa impressão... - Respondo com um sorriso.

Mas não ameaço a levantar.

É só provocação mesmo.

Então você falava sobre ser assim.

E... Acertei um ponto fraco ao falar de Pietro?

De novo eu dou uma leve risada.

- Não estou insinuando nada, Dra. Certinha. Estou relatando minha leitura de gosto duvidoso. E que, pela sua reação, talvez tenha um fundo de verdade...

Pisco para você, Valentina.

Com o cinismo ganhando novos significados nos meus trejeitos.

Mas então você finalmente responde minha pergunta.

- Apocalipse? Fim do mundo? Os quatro cavaleiros enrabando todo mundo? Divertido...

Reviro os olhos.

Mas não, não duvidei não, Valentina.

Alguém que atura tudo o que fiz aqui hoje... Tem uma grande motivação por trás.

E, como sempre, tudo envolve Duxhill.

Sempre.

Então você diz que precisa de ajuda no DU.

E fala sobre manter todos a salvo.

- Ficaria honrado de atender os chamados, doutora... Mas eu vim pra cá por causa de um paciente. Você e Jayden dão conta... - Me levando e me inclino na mesa, lhe dando um beijo na testa - A gente vai se falando...

E deixo sua sala.

Dando um tchauzinho antes.

Te amo, Val!


Noah Valmont
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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 04 Jan 2019, 12:10

Noah.
 
Não me teste.
 
Eu não fiquei deste modo, e este seu jeito de falar....
 
Repugnante.
Ultrajante.
 
Apenas continuo me arrumando, mantendo a compostura que você insiste em roubar, enquanto ignora o fato daquela sala estar parecendo um cenário de briga de adolescentes com hormônios a flor da pele.
 
Que bom que finalmente nos entendemos.
 
Você sentado, bem longe, e eu com meus cabelos no lugar.
 
Podemos continuar.
 
Ignoro sua brincadeira estupida sobre outro beijo, e apenas faço uma careta para seu sorriso.
 
E você agora que falar de Pietro?
 
- Você devia procurar ter uma leitura mais saudável ou no mínimo mais inteligente, este blog é ridículo e insinuar algo com base nele, chega a me fazer rever sua inteligência, Noah....Minha reação é a de surpresa vendo você perder seu tempo com este lixo!
 
Ok, vamos focar no que realmente importa.
 
Apocalipse.
 
- Não Noah, um Apocalipse próprio criado por um bando de doentes fanáticos, e envolve sim todo mundo, e não acho que seja somente como a maldição que vocês enfrentaram aqui, que era restrita a você e fazia vocês pensarem que estavam loucos, envolve todas as pessoas, a questão é que o fardo está sob o ombro de poucos, como sempre. Então não revire os olhos como se estivéssemos revivendo seus anos de gloria aqui.
 
Tirando este fato, estamos enlouquecendo no HU, pouca gente qualificada, muita gente precisando.
 
Mas claro que Noah vai ser o cretino de sempre, e não ajudar.
 
Suspiro fundo, e sinto e assim que Noah se inclina, minhas mãos agarram a borda mesa, e recuo meu tronco para trás, mas logo sinto o beijo a testa e cerro os olhos.
 
- Você podia ser um pouco mais solicito certo, Noah? Tem pessoas precisando aqui também....
 
Ele ouviu?
 
Já devia até ter saído.
 
Suspiro fundo, levo as mãos ao rosto, passando as mesmas por ele, afastando qualquer expressão que não seja a de cansaço, puxo novamente os cabelos ao coque, ajeito o mesmo e finalmente me ergo.
 
Após algum tempo organizando a sala, vou para procurar Taylor.
 
Logo me informaram que ela está no quarto de Madd e para lá que vou, a passos rápidos pelo corredor do HU.

Foi para lá.
Valentina Zelyaeva
Valentina Zelyaeva

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Re: Quem mandou você invocar o demônio...

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