Knock Knock - Alguém em casa?

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Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Robin Miranda Astor em Qui 27 Dez 2018, 10:11

Awn Theo....
 
Você está solitário?
 
Como se sente aí sozinho, sabendo que a qualquer momento pode morrer?
 
Seria o mundo tão cruel assim?
 
Deixaria você morrer sozinho neste apartamento?
 
E então como em um filme clichê feito para as pessoas se lembrarem do valor dos sentimentos, Reed chegaria ao apartamento, encontraria seu corpo sem vida ao chão.
 
Tocaria sua pele gelada, deixaria as lagrimas caírem entre seus rostos, tão próximos, em um ultimo beijo de despedida.
 
Onde ela se arrependeria de demorar tanto.
 
Para chegar ao apartamento?
 
Ou para chegar em você?
 
Awh eu poderia escrever um livro e emular todos estes sentimentos de vocês.
 
E escreveria o quanto vocês são tolos, e sabe-se lá porque Reed insiste em lutar contra os próprios sentimento em relação a você.
 
Porque ela acha que precisa ser algo além da pessoa que te ama, Theo.
 
Ela acha que se expor ou formalizar o sentimento, vai tudo se resumir a isto.
 
E eu escreveria sobre isto também.
 
Seria uma historia triste e comovente, as pessoas adorariam ler, enquanto vocês sofreriam.
 
E o mundo é assim.
 
Este circulo cretino sem fim.
 
Por isto não respondo o SMS de Reed.
 
Nem de ninguém.
 
Mas ao mesmo tempo não deixaria ela sem notícias, por isto apenas vou ao apartamento de Reed.
 
Onde tenho caminho livre, primeiro porque sou a melhor amiga dela.
 
Acho.
 
Devo ser.
 
Então nem precisaria ser anunciada.
 
Em poucos instantes estou abrindo a porta e caminhando para dentro do local.
 
Passei em minha casa, tome um demorado banho, queria tirar o cheiro de Ogro de mim.
 
Ando fazendo coisas estúpidas, e isto nunca é bom.
 
Me vestia de modo impecável, um Vera Wang, delicado de cor cinza, ornando com o Outono, o mesmo caia colado a cintura, mas levemente rodado as pernas, ornando com as meias negras até as coxas, os Armanis negros com solado vermelho, e o sobretudo preto por cima.
 
Roupa, meia e sapato
 
Os cabelos estavam soltos, com pesados cachos caindo pelos ombros, denotando como eram compridos.
 
O perfume somente se chegasse muito perto.
 
E você nunca chega Theo, então.
 
E assim que Robin ve você ali, ela arqueia a sobrancelha e logo pergunta, sem mal olha-lo.
 
- Onde está a Reed?

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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Theo Russell em Qui 27 Dez 2018, 11:21

Sim, Theo estava sozinho no palácio da Princesa. E isso fazia ele pensar em muitas coisas. Mas morrer não era uma delas. O rapaz já tinha aceitado seu destino traçado. Reed que havia feito ele fazer um desvio na estrada rumo à morte. Ela fazia questão que ele sobrevivesse. Ele teria que dar um jeito de pelo menos tentar. Isso mudava os planos dele. Aliás, tudo o que foi passado nos últimos dois dias mudava os planos dele. O tempo sozinho era bom para ele pensar em muita coisa.

Estava jogando em um sofá, perdido em pensamentos. Estava sem camisa e carregava uma cerveja em um das mãos. A TV estava ligada em vão,  pois a última coisa que o rapaz fazia era assistir àquele aparelho. A única conclusão que ele tirava de tudo aquilo era que precisava de um cigarro. Mas como foi direto do hospital para a casa de Reed, não teve tempo de passar no seu quarto para pegar suas coisas. E duvidava muito que Reed tivesse um cigarro naquele palácio.

Estava tão concentrando no que pensava que nem ouviu o barulho de alguém entrando na casa.  Só tomou o susto ao ver Robin adentrando o recinto com aquele jeitão de “foda-se”. Respirou fundo e não conseguiu disfarçar o desânimo de encontrar Robin naquele momento. Não era pessoal. Theo estava esgotado física e emocionalmente. E as coisas com Robin nunca eram leves. Ou Fáceis. Geralmente as interações entre os dois eram desgastantes, pesadas. Era o inverso do que ele precisava.

- Boa noite Robin !

Theo logo levantou um pouco surpreso, procurou sua camisa. Deu dois ou três passos para os lados, meio perdido até encontrá-la. Assim que o fez, logo tratou de vestir-se. Não era educado receber uma dama assim, sem camisa. Ainda mais na casa dos outros.

- Ela foi à uma festa na fraternidade...

Franziu um pouco o rosto enquanto falava isso. Estaria ele contrariado?

- Mas tenho certeza que ela está com o telefone...

Caminhou na direção da cozinha devagar, sem tirar os olhos de Robin. Por educação.

- Quer beber alguma coisa? Fique a vontade... Deve ter algo para comer aqui também.

Continuou caminhando para a cozinha, esperando a resposta dela. No pior dos casos, pegaria mais uma cerveja e olharia as gavetas da cozinha procurando cigarros. A esperança é a última que morre.
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Robin Miranda Astor em Qui 27 Dez 2018, 13:50

Robin parou assim que os olhos te encontraram, Theo.
 
Os sapatos cessavam de deslizar pelo piso límpido de mármore, e ela mantinha as mãos abaixada ao lado do corpo, aquela postura sempre impecável, que somente tornaria tudo ainda mais desagradável, para alguém como você.
 
Visto que ela parecia sempre inalcançável, ter sempre uma postura superior.
 
Os olhos de um azul extremo e inquisidor te fitaram algum instante, enquanto você se erguia, nitidamente sem jeito, e colocava a camisa, ela permanecia imóvel, seguindo seus movimentos quase juvenis com o olhar.
 
Por favor.
 
Você acha que ve-lo sem camisa me causa alguma reação, Theo?
 
Você não era educado, nunca foi. No máximo era adestrado, mas não vamos entrar neste detalhe agora.
 
Visto que você está tão hospitaleiro e gentil em uma casa nem sua é.
 
E então você respondia sobre Reed estar em uma festinha na fraternidade, e que estaria com o telefone.
 
- Eu não estou com vontade de ver as msgs.....
 
O responde-las, ou me comunicar com alguém pelo maldito celular.
 
Você caminha até a cozinha, mantendo os olhos em mim, novamente sendo educado ou adestrado, como dito antes.
 
Eu mantenho o silêncio quase incomodo, e apenas sacudo a cabeça em negativo.
 
- Eu estou bem, Theodore....
 
Mas caminho logo atrás de você, entrando a cozinha, olhando a volta alguns instantes, para finalmente voltar os olhos a você.
 
- O que aconteceu hoje?
 
Pergunto deixando os olhos fixarem em você agora, os braços ainda estão caídos ao lado do corpo, as mãos idem, e a postura ainda é a mesma de quando entrei.
 
Não mudou nada, Theo.
 
- Eu soube que vocês todos foram para o hospital.
 
Na realidade, eu estava lá.
 
- O que aconteceu?...
 
Pergunto mantendo o tom inquisidor.
 
Afinal não estava sendo exatamente gentil, mas também não era antipática ou cretina.
 
Eu apenas queria uma resposta rápida, Theo.
 
E eficiente.
 
será

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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Theo Russell em Qui 27 Dez 2018, 15:17

Não tinha nada a ver com a reação que ele causaria à Robin. Era só uma questão de estar em trajes minimamente decentes, de acordo com a educação recebida por ele. Ou adestramento, Robin era livre para pensar o que quisesse.  Ainda sim essa explicação se fazia desnecessária. Robin iria achar e interpretar as coisas daquele jeito psicótico dela.  Que assim fosse.

Theo tentava deixar a mulher confortável. Sabia que Reed tinha um inexplicável apreço por Robin. E era assim que ela queria que a amiga fosse tratada . Ele caminhou de na direção da cozinha sem esperar que ela fosse atrás dele ou desse alguma satisfação. Como dito anteriormente, oferecia as facilidades por uma questão de educação.

Não pode evitar de se surpreender com o excesso de frases que saía de Robin. De costas para ela, fez uma expressão de interrogação ao ouvir sobre as vontades dela querer ou não olhar o telefone celular. Era o tipo de informação que Robin costuma guardar para ela mesma. Preferiu ignorar o que tinha acontecido.

Entrou na cozinha, deu uma olhada rápida nas gavetas, remexeu uma coisa ou outra sob o olhar de Robin. Não achou o que procurava. Pegou uma cerveja na geladeira, abriu e se recostou no balcão da pia da cozinha, olhando para Robin agora. Suspirou de maneira pesada.

- Sim... Foi uma grande confusão...

Tomou um gole demorado da cerveja. Media palavras e criava histórias mentalmente. Não queria envolver Robin em nada daquilo.

- O Ezio foi atacado por um bicho... Um urso talvez...  E eu tentei ajudar. Carreguei ele de volta sozinho. Acabei me esforçando de mais e passei mal. E o Pietro eu não sei bem o que aconteceu. Eu já estava desmaiado...

Arqueou as sobrancelhas rapidamente como quem diz: “É isso aí”. Fez leves movimentos circulares com garrafa de cerveja e logo em seguida tomou mais um gole. As chances de Robin comprar aquela baboseira eram mínimas, mas, ele precisa se manter firme ao combinado. Além do que, por mais que eles não se dessem bem ele não queria levar ela para o drama do fim do mundo. Era peso para eles carregarem.
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Robin Miranda Astor em Qui 27 Dez 2018, 15:42

Você parece menos burro agora, Theo.
 
Que percebe que eu sempre vou encarar as coisas do meu jeito psicótico, então não adianta você vir com suas teorias da relatividade para mim.
 
Para mim as coisas funcionam de um jeito simples.
 
Do meu jeito.
 
Entendeu?
 
Simples, certo?
 
Egocêntrico, um pouco.
 
Psicótico.
 
Sempre.
 
E que bom que você mais uma vez de modo adestrado, me atura ou me aguenta para deixar Reed feliz ou satisfeita, se isto não é uma atitude de adestramento o que seria?
 
Todo cão quer agradar seu dono, Theo.
 
Gossip estava certa sobre você, então?
 
E sim...Neste dia eu estou um pouco mais comunicativa, ou menos anti social, você pode escolher.
 
Fato é que ficar próxima de Ezio, me deixa retardada.
 
Logo devo estar como você...adestrada.
 
Fazendo coisas para agradar aquele gorila e deixa-lo feliz.
 
Como uma idiota, amparada por algum tipo de relacionamento viciante.
 
Acho que eu começo a nos ver através de um espelho, Theo.
 
E você nega, mas eu confirmo.
 
Por isto o sigo até a cozinha, e deixo que você faça  que bem entende, apenas seguindo seus movimentos com os olhos.
 
Pareço te estudar?
 
Você dizia que tinha sido uma confusão, e logo vinha com a mesma teoria maluca de Ezio.
 
O que deixava claro para mim, que vocês tinham combinado aquela história ridícula, e a todos que eu perguntassem contariam a mesma versão sem pé, nem cabeça.
 
Theo havia passado mal? Chegado a desmaiar, pelo esforço que empregou em carregar Ezio?
 
Talvez a pressão tivesse caído, ou algo do tipo.
 
Não sei porque procuro um sentido para aquela história que não tem sentido algum, do mesmo modo que estão mentindo sobre o que aconteceu, Theo pode mentir sobre o que aconteceu com ele também.
 
Será que até Reed vai mentir para mim?
 
Por isto eu cerro os olhos de leve, e dou alguns passos na direção do rapaz, mas não me aproximo tanto, apenas o suficiente para ele entender, que de algum modo, posso estar estendendo alguma ponte ali.
 
Mas é como dizem, Theo.
 
O Inferno está cheio de boas intenções como esta minha.
 
Cabe a você, escolher.
 
- E você acha que eu acredito nesta história ridícula, Theodore?
 
É a minha vez de arquear a sobrancelha, deixando claro que seria absurdo alguém acreditar nisto, claro que com a Dr Zelyaeva assinando as fichas medicas, as pessoas iam acreditar.
 
Mas eu...
 
Estou além disto.
 
- O que foram realmente fazer no meio do mato?
 
Mais dois passos e em pouco tempo estou bem a sua frente Theo.
 
É deve ser muito estranho para você.
 
Afinal nunca estive tão perto, a ponto de estender a mão e tirar a cerveja da sua mão, aproximo a mesma dos meus lábios, chego a recosta-lo na borda da mesma, mas ainda não bebo.
 
Talvez porque tenha seu gosto ali, certo Theo?
 
Não vamos chegar tão longe.
 
Os olhos fixam-se aos seus agora, e desta vez eu denoto o obvio.
 
Que não ia aceitar aquela merda toda que você estava dizendo.
 
- Então...esta é a parte que você para de mentir, e conta a verdade....
 
E então vem aquele sorriso torto, doente.
 
Eu só tenho este, Theo.
 
Desculpe.
 
E acredite, eu estou próxima o suficiente de você para ficar colada, mas eu não o faço, eu mantenho a distância mínima, e domino a mesma.
 
Como deixo claro que eu quero algo ali, Theodore.
 
E você vai me dar.
 
Simples assim.

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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Theo Russell em Qui 27 Dez 2018, 16:03

Só de ler os pensamentos de Robin a gente fica cansado. Imagina o terror que deve ser viver nessa cabeça doente. É um mundinho muito torto. Cheio de julgamentos e opiniões formadas com base na psicose dela. Mas é preciso admitir que deve ser muito mais fácil viver num mundo desses. Onde se tem certeza que está 100% certa o tempo todo e que todo mundo é mais burro que você.  Bom para ela.

Era claro que Robin não iria aceitar aquela história mais furada que um queijo suíço. Mas era aquilo que Theo tinha para ofercer. Reed provavelmente iria ceder e contar tudo que estava se passando para Robin. Era aquele apreço inexplicavel que a princesa sentia pela psicótica que fazia com que essas relações todas fossem uma piada de humor negro. “Hey cara... Conhece aquela da Princesa, da Psicótica e do Cara com Câncer?”.  Material para um Oscar da comédia.

Robin se aproxima, Theo continua olhando para ela. É nítido no olhar do rapaz uma estafa emocional além do comum. É nítido que tem muito mais coisa por cima dessa superfície de ursos, desmaios e hospitais. Só não é tão nítido assim se é possível que Robin alcance tudo o que está nas profundezas.

- Não esperava menos de você...

Theo respondia a primeira pergunta. Deixando claro que sabia que ela não compraria aquilo tudo. Mais dois passos. Ela estava mais perto. Theo se mantinha impassível. Tomava mais um gole da cerveja, com seus olhos cansados.

- Ver uma casa para uma festa.

Segunda resposta ensaiada. Sabia que aquilo estava irritando a mulher. Era impossível não sentir um pouco de prazer com isso tudo. Ela tomava a cerveja dele. Ameaçava beber. Mas não queria sentir o gosto dele. É tudo muito esquisito. É uma cerveja que outra pessoa bebeu. O problema de Robin com Theo supera os limites aceitáveis de uma birra ou uma simples questão de incompatibilidade. Talvez fosse algo que ninguém jamais descobrisse.

Theo estava surpreso? Estava. Mas não demonstrava tanto assim. O máximo que fez foi se desencostar do balcão, ficando completamente de pé, dessa maneira aumentando a diferença de altura entre eles. Ainda olhava para ela, nos olhos.

- Robin, Isso é tudo que você vai conseguir de mim.

O sorriso torto era pelo menos um sorriso. Theo ficaria feliz um saber que Robin tem alguma habilidade de sentir uma relação próxima à felicidade se a situação não fosse tão desconfortável. A distância era ditada por ela e Theo não daria nenhum indicativo de que iria se mover. Apenas se levantou para, corporalmente, reforçar o que ele dizia com palavras. Que não abriria mão da posição dele. Ainda sim, deixava bem claro para ela que a história era furada. Afinal, apesar da recíproca não ser verdadeira, ele respeitava a mulher.
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Robin Miranda Astor em Sex 28 Dez 2018, 16:45

Nem tente...Theo.
 
Não acho que você tem capacidade mental ou sangue frio o suficiente para viver aqui.
 
Logo você, que quer salvar o universo com trabalho voluntário.
 
Fingindo que não se importa com sua riqueza, mas fazendo sempre bom uso da mesma.
 
E sim, meu mundo é torto, cheio de julgamentos, mas extremamente sincero. Não sou eu quem vivo mentiras aqui, Theo.
 
Mas você não se importa, certo?
 
Ou não admite.
 
Será que sou eu realmente a pessoa má?
 
Você sempre foi um cretino, de um dia por outro parece tentar ser menos.
 
Será que aconteceu algo que te fez mudar de pensamento?
 
Mas veja bem.
 
Este pensamento é tão fraco, que no fundo você não consegue abandonar quem você sempre foi, por nada e nem por ninguém.
 
E pense, Theo.
 
Não te acho burro, somente fraco.
 
Me crucifique por isto.
 
Você até agora não me mostrou o contrário.
 
Se fosse burro, você acharia que eu ia comprar aquela história ridícula.
 
Mas você é esperto suficiente para saber que não, e talvez Reed cedesse sim, e contasse tudo.
 
Mas no momento, não é para ela que estou perguntando.
 
E não é nos olhos dela que estou olhando.
 
Podiamos ser um filme mesmo, e seu eu pudesse escolher o roteiro, adoraria te matar e ver você agonizando e finalmente confessando que é um paradoxo ambulante, em completa negação.
 
E então você confirmava aquilo, e eu apenas me aproximava, e perguntava o que vocês tinham ido fazer ali, e logo vinha aquela resposta sua.
 
Que me fazia rir baixo.
 
- Claro, e precisou levar todos vocês, e você a seguiu em uma futilidade desta....
 
É quando estendo a mão e em um movimento rápido pego sua cerveja, aproximo a mesma dos lábios, mas não a bebo. Deixo a borda da garrafa bem próxima dos carnudos lábios, ao passo que também estou próxima assim de você, Theo.
 
Era uma analogia?
 
Porque eu não tocava diretamente a garrafa e tão pouco você.
 
Não existe problema meu com você, Theo.
 
Você é o brinquedo da Reed, e eu respeito isto.
 
Entende?
 
Nem acho que você tem algum topo de força de vontade para qualquer coisa que não seja ligada a Princesa.
 
Theo desencostava do balcão, ficando mais alto que Robin, e apenas mantinha o sorriso torto ao rosto, enquanto ouvia ele deixar claro que não falaria mais nada.
 
- Theo....
 
O sorriso torto se amplia um pouco mais, e Robin fala em um tom mais baixo agora.
 
- Se você não me falar o que está acontecendo, não me dá a possibilidade de ajudar, e então vai ser responsável por qualquer coisa que possa acontecer a Reed, ou a qualquer um do grupo. Visto que me negou resposta essenciais para que eu pudesse ajuda-los, seja lá onde vocês se meteram.
 
O rosto recuou um pouco e o sorriso sumiu.
 
- Se você fez sua lição de casa direitinho, você sabe o quanto eu posso ajudar...
 
A sobrancelha se arqueava e agora Robin aproximava-se ainda mais, deixando o rosto quase colado ao de Theo, finalmente ele podia sentir o perfume da menina, que só era possível sentir, se e caso ela quisesse.
 
- Ou eu posso atrapalhar, Theo....Estou te dando a opção de escolher de que lado quer que eu esteja...
 
Até estou te chamando de Theo.
 
Talvez esteja te dando a chance de me provar que não é apenas uma marionete com as frases ensaiadas.
 
Consegue ver além nos meus olhos obscuros, Theo?
 
Ou vai perder a chance da conversa da nossa vida?

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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Theo Russell em Sex 28 Dez 2018, 17:26

Robin era muito esperta. Primeiro tentava apelar para os sentimentos de Theo com esse “mimimi” de que ela pode ajudar e que seria melhor ter uma pessoa com ela sendo aliada e coisa-e-tal. Era uma tática boa, admito. Mas não iria funcionar. Não era uma decisão dele colocar mais alguém naquela confusão toda. Existia um grupo de pessoas envolvidas e todos deviam participar de um processo decisório desses.  E Theo, na sua inocência, não queria expor Robin à esse risco. 30 minutos de reunião resultaram em Ezio fatiado, Pietro quebrado e ele mesmo internado no hospital.

Mas claro que esse pensamento vai ser torcido e virar uma espécie de chacota pela Robin. Atire à vontade pequena psicótica. Você não é interessante. É cansativa.

Robin também tentava emular uma proximidade entre eles. Fazia parte da sua arapuca tentar levar Theo à acreditar que eles enfim estariam se “entendendo” e quem sabe poderiam deixar toda aquela tensão entre eles de lado e conviverem em alguma harmonia. Era uma teia bem armada mas, como a própria Robin já havia constatado, Theo não era burro. Robin nunca teve nem jamais terá um pingo de sentimento positivo em relação ao rapaz. Theo sabia e não se importava com isso.

- Robin, você está nos ameaçando?

Arqueou as sobrancelhas, deu dois passos para o lado, saindo da direção dela e caminhou para geladeira. Abriu, pegou uma cerveja nova, fechou a porta. Tudo feito com a devida lentidão. Se era para provocar a mulher ou para pensar em como se comportar, não era possível distinguir.

Abriu a cerveja.

- Se for isso mesmo, nossa conversa esta terminada... Por favor bata a porta quando sair.

Se virou e foi saindo da cozinha.

- Se quiser conversar de maneira civilizada, estarei na sala.

Saiu da cozinha na direção da sala. Como dito em alguma das ações acima, Robin era cansativa. E Theo estava cansado.

Ele estaria sentado no sofá da sala, assistindo qualquer coisa que passasse na TV. Jamais dormiria com Robin por perto. Especialmente depois de ter feito algo com ela algo que ela não estava acostumada. Ser contrariada.
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Robin Miranda Astor em Sex 28 Dez 2018, 18:26

Suposições e mais suposições.
 
Que você poderia evitar ter, se me conhecesse bem Theo.
 
Eu não minto.
 
Eu não finjo.
 
Mesmo que quisesse, não tenho social e nem empatia suficiente para envolver alguém do modo como você diz.
 
Se eu disse que podia ajudar?.
 
Era verdade.
 
E eu fui clara e sincera quando disse que era muito melhor você me ter como amiga.
 
Eu te dei uma escolha simples e racional.
 
E você preferiu criar este teatro sentimental em cima.
 
E perder sua grande oportunidade.
 
Exatamente por achar que precisava participar todos o tempo todo, o que te levava a não tomar atitude alguma, esperava que alguém aprovasse, e perdia sempre a chance de ter algo melhor em trocar, Theo.
 
Talvez até minha proximidade.
 
E não é um pensamento distorcido ou cansativo, é a pura verdade.
 
Posso ler louca, psicótica, mas sou sincera.
 
Eu sempre falo a verdade, Theo.
 
Ingenuidade sua não saber disto.
 
Um erro que espero não ser fatal.
 
E Theo....
 
Eu não tentei criar uma proximidade artificial entre nós.
 
Eu tentei te ajudar, te fazer a ponte que me levaria a ajudar o grupo.
 
Talvez tenha sido uma forma de dar a você uma chance, estender a mão, mesmo que não fosse o estereotipo que você está acostumado.
 
Você não consegue ver além.
 
E é por isto, Theo.
 
Que eu te detesto.
 
Então de novo.
 
A culpa é sua.
 
Mais uma vez.
 
Você fazia aquela pergunta e eu apenas sacudo a cabeça em positivo, piscando de leve os olhos.
 
Estou.
 
E então você se afasta pega uma cerveja e me da uma escolha, como as pessoas fazem as outras, quando querem obrigar elas a fazer algo que elas não querem pedir.
 
Por orgulho ou mesquinharia.
 
E eu apenas te olho em silencio, Theo. Você se afastava, ia para sei-lá-onde. Porque não importava mais.,
 
E vinha com aquela frase que eu sabia que era exatamente a isca.
 
Claro eu vou fazer uma cena, e depois dizer uma frase de efeito.
 
Para que você se rasteje até minhas intenções.
 
A primeira vez é a sempre a ultima chance comigo, Theo.
 
E você perdeu a sua.
 
Você pode sentar no sofá ou no lustre.
 
Eu não vou aparecer ali.
 
E tão pouco bater a porta.
 
Ou seja, não vou fazer nada do que você disse.
 
E sinceramente.
 
Não importa mais.

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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Theo Russell em Sex 28 Dez 2018, 21:38

Qual o problema de Duxhill? Esse lugar parece atrair todo o tipo de pessoa com problemas de auto estima e crise de adolescência eterna. Todos parecem viver em um espiral eterno de “Eu faço o que eu quiser por que você não manda em mim”. Os habitantes daquele lugar queriam passar uma imagem de “eu não me importo com os outros. Eles que se adaptem á mim” ou então viviam com piadas sarcásticas e um humor altamente duvidoso querendo passar uma imagem constante de que é melhor do que qualquer outra pessoa. Todos estavam dispostos à aguentar qualquer merda vindo do outro apenas por status, poder ou seja lá o que for. Ao mesmo tempo que todos queriam cuspir qualquer merda nos outros só por que tinham dinheiro, poder ou seja lá o que for. Ninguém nesse lugar horroroso estava disposto a fazer concessões em prol da boa convivência. Era “My way or the highway”.

ALL... THE FUCKING... TIME...

Reed tinha razão. Se Theo não tivesse envolvido até o pescoço nessa porcaria toda ele já teria pego suas coisas e saído correndo de lá e teria ido morrer em algum lugar com paisagem paradisíaca onde ele pelo menos teria paz. Não teria que ficar aguentando todas aquelas pessoas estranhas com suas crises egoístas.

E antes que qualquer um pudesse vir com o discurso de “olhe para seu próprio umbigo” era claro que Theo falava isso do alto de sua vaidade e sua falsa sensação de que ele era um pouco mais apto à vida social do que os outros.

Duxhill não era o centro da nata intelectual. Duxhill não era o centro da riqueza e/ou influência. Duxhill não era o recanto das famílias poderosas do mundo.

Duxhill era um manicômio judiciário. Onde as famílias com dinheiro depositavam seus pequenos sociopatas e psicopatas para que eles se devorassem. E quem conseguir sair de lá inteiro teria ganho direito á viver. Uma espécie de jogos vorazes com regras um pouco menos severas.

Theo não durou 5 minutos naquele sofá. Muitas coisas se passavam pela cabeça dele. Levantou, se calçou e caminhou na direção da porta do “palácio”. Se Robin ainda estivesse pela casa veria ele sair. Se não, dane-se. Se Robin tivesse deixado a porta aberta, ele bateria.

Precisava respirar. Sair. Arejar. Pensar no que fazer. Talvez beber um pouco mais.

Que dia de merda.
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

Mensagem  Reed Davenport of York em Dom 06 Jan 2019, 01:35

VINDO DAQUI


Theo não estava no palácio.

E era fácil perceber isso.

Não pelo perfume dele, que ainda preenchia cada centímetro daquele palácio.

Ou seria cada centímetro dela mesma?

Mas era pela presença.

Antes de qualquer coisa, Theo e Reed são amigos desde que nasceram.

Como carne e unha, são inseparáveis.

E a distância nunca foi o problema.

Mas eles sentem, não sentem?

Simplesmente sabem.

Como se cada um tivesse seu próprio radar.

Ou detector.

Mas não, eu não faço ideia que você veio até aqui, Rob.

Talvez se eu olhasse o aplicativo do porteiro digital da porta da entrada.

Que informa o horário de entrada e a quem a impressão digital pertence.

Mas não, eu não me atento a isso agora.

Too bad.

Adoraria acompanhá-la na sua viagem.

- Katherine.

O iPhone XS ia ao ouvido, atendendo Katherine sem demora.

Enquanto os Louboutin ecoavam lindamente pelo mármore da sala.

A caminho dos sofás diante daquela imensa janela panorâmica.

- Sim.

Deixava a Hermes no sofá e retirava o sobretudo elegantemente sem perder a ligação com Katherine, ouvindo seja lá o que a assistente lhe informava.

- Obrigada, Katherine. Aproveitando… por favor disponibilize um closet para Theo no meu apartamento. Nada demais, apenas o trivial.

Os Louboutin eram retirados em seguida.

Sem nunca perder a postura perfeita.

Toda aquela classe e elegância mesmo que só existisse a princesa naquele palácio.

- Sim.

Os pés descalços tocavam gentilmente o mármore.

Com uma delicadeza ímpar. Natural.

Enquanto caminhava graciosamente até a suíte master.

- Uhum. Está perfeito. Obrigada, Katherine.

A mão livre ia retirando os brincos enquanto ia entrando na suíte.

- Boa noite.

Desligava, jogava sobre a cama e ia para o banheiro.





Um banho só para jogar uma água no corpo.

Theo não estava mais no apartamento e Reed não parecia brava com isso.

Porque estaria?

Nem preocupada, afinal ele sabe se cuidar sozinho.

Melhor que ela, inclusive.

Mas seria bem vindo de volta no apartamento se quisesse.

Ainda mais com a tempestade que começava a cair na cidade inteira.

Iria encontrar a Princesa dormindo na cama dela.

Do jeito que ele sabe que ela sempre dormiu… sem roupa alguma.

Apenas a pele alva e macia em volto de lençóis de fios egípcios.

Numa tranquilidade extrema.

Como um anjinho.

Nem da pra imaginar os pesadelos que se passam.

Ou o quanto estava ainda exausta.

Tão exausta que o iPhone XS ainda está pendendo da mão dela sobre a cama.

Enquanto as pernas e coxas se enlaçam com lençol.

Enquanto o rosto afunda e esconde no travesseiro de penas.

Enquanto os braços encolhem entre o corpo e o colchão.

E o cabelo loiro, brilhante e perfeito, bagunça em volta.

As vezes rola um reflexo de encolher os ombros nas trovoadas mais fortes.

Afinal, tempestades nunca foram o programa favorito da princesa.

E quando eram crianças e adolescentes, ela sempre ligava para você, não é Theo?

Pra ficar com ela no telefone até ela adormecer.

Pura frescura e manha.

Que ela negava até a morte.

Quem tem medo de chuvinha é você, Cricket!

Mas não desliga o telefone… ainda…

Espera dormir.

Porque até as piores tempestades sempre ficaram mais brandas com você por perto.

Vê?

Como não posso perder você.

Nunca.

Nem por um milésimo de segundo.

_________________

I'd bring gods to their knees. Put the devil beneath my feet.
I do own the World, you see? And you just happened to be in it.

Reed Davenport of York
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Re: Knock Knock - Alguém em casa?

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