Onde o mundo acontece...

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Onde o mundo acontece...

Mensagem  Robin Miranda Astor em Sex 04 Jan 2019, 13:36

Que perda de tempo.
 
Theodore não era mais do que um chaveiro estúpido mesmo.
 
E se ele realmente pensou que Robin ia seguir até ele na sala....
 
Não conhece mesmo nada dela.
 
E nem vai conhecer.
 
Inútil.
 
Esbravejo enquanto os olhos claros estão sob a luxuosa cama que abriga o maior quarto da mansão Astor. Encaro a roupa envolta em um capa negra sobre a cama, e suspiro fundo.
 
Nunca me senti não mal na vida.
 
Me sinto mal o tempo todo.
 
Me sinto estranhamente, doente....
 
E bem eu nunca me senti assim.
 
Aliás ando sentindo muitas coisas nos últimos dias, que não deveria sentir.
 
Tudo perda de tempo e estupidez.
 
Não faz parte de quem eu sou ou preciso ser.
 
Sou a porra de umas Astor.
 
O mundo me pertence.
 
Como Reed gosta de dizer: Sangue azul, realeza.
 
Mas é claro, Reed....
 
Que você também não me conhece tão bem....
 
Afinal você nem imagina o tipo de lugares que frequento, você nem imagina o tipo de coisas que um Astor faz.
 
E eu sou uma autentica, meus antepassados sentiriam orgulho.
 
Foda-se, se as pessoas acham que o mundo está doente e eu sou uma psicótica louca, rodeado de egocêntricos neste anto de insanidade chamada Duxhill.
 
Foda-se.
 
Eu sou doente, eu me delicio nisto.
 
É o que sou.
 
O que sei ser.
 
Então foda-se!
 
Não fiquem em meu caminho.
 
Passo os dedos de leve pelo nariz, e logo vejo o sangue a ponta dos dedos, e apenas dou as costas e passo a me despir.
 
Vou demorar um tanto.
 
Não para me vestir, isto rápido, mesmo carregando um pouco mais a maquiagem.
 
Tenho habilidade nisto tudo.
 
Demoro para escolher as meias.
 
Como sempre.
 
De lá vou ate a garagem e como sempre escolho o Concept, não demoro a parar o veículo frente ao no pub mais conhecido e bem frequentado de Boston.
 
Desço do veículo, entregando a chave ao manobrista, e logo os olhos encaram a entrada do local.
 
Uso um belíssimo sobretudo Vera Wang, desenhado sobre medida, que encaixa com perfeição a fina cintura, sendo levemente rodado, dando um ar mais juvenil junto as meias 7/8 de cor negra que acompanham o modelo, as botas negra de couro fogem um pouco ao modelo.
 
Sobretudo
 
Mas aí que está o segredo.
 
Ou perigo.
 
Os cabelos estão presos em um coque suave, com alguns fios soltos ao rosto, e a maquiagem está mais carregada aos olhos, dando a eles um brilho quase insano.
 
Os lábios possuem apenas um batom cor da boca, e o perfume, como sempre.
 
Somente aos mais íntimos.
 
Ou loucos.
 
Os passos conduzem ao amplo salão, e logo sou recebida pelo mitre do local, que parece fazer questão de puxar meu saco.
 
Eu dou meu sorriso torto típico e logo murmuro.
 
- Jonas...eu vim apenas para espairecer....
 
Aproximo levemente o rosto do rapaz e logo sussurro, deixando o tom para que somente ele ouvisse.
 
- “Dê-me o poder do dinheiro e não importa mais quem está comandando”
 
Para quem bem sabe, é uma frase dita por uma famoso Iluminatti, ou assim pensam as teorias ser Mayer Amschel Rothschild...
 
Fato é que o rapaz voltou os olhos a Robin, e pareceu se perder um pouco ali mais do que deveria, mas logo ele sorriu.
 
- Por favor, Sra. Astor eu reservei seu lugar especial....
 
Robin manteve o sorriso torto e logo caminhou atrás do rapaz.
 
Que ia para o fundo do local, onde havia uma área de descanso, e uma luxuosa escada, ele subia a mesma, tendo Robin atrás dele, e logo passavam por um extenso corredor.
 
Escada
 
Não demoravam a entrar em uma sala que era uma espécie de biblioteca, o rapaz fechava a porta atrás de si e fechava a mesma, sem mais falar com a menina.
 
Robin logo caminhava na direção de uma das prateleiras tirava um dos livros, e então estendia a mão aberta naquele espaço que restava, não demorou a ser feita uma leitura de digital.
 
Logo a estante girava e Robin entrava pelo extenso e escuro corredor.
 
Corredor
 
Sem se preocupar, as mãos foram na direção do bolso do sobretudo e ela logo tirou de lá uma espécie de máscara, ornada em renda, colocou a mesma ao rosto, ao passo que as mãos iam até o cinto do sobretudo, soltando o mesmo, e deixando este cair ao chão, revelando uma belíssima roupa.
 
Feita especialmente para Astor.
 
Mesmo tendo os trejeitos de uma lingerie, era uma peça única, e de valor inestimado, era um vestido que era uma espécie de robe transparente, caindo sobre o corpo com perfeição, o mesmo era ornado em renda, e deixava a renda cobrir apenas partes do corpo que Robin desejava.
 
Denotando o belo quadril a cada passo, que era a parte que mais transparecia a peça.
 
Roupa
 
Bota
 
Choker

Mascara
 
 
Ao pescoço uma choker grossa de brilhantes, e agora as botas ecoavam ao belíssimo piso de mármore do corredor.
 
O som já podia ser ouvido ao final do corredor.
 
E assim que Robin chegasse ao mesmo, podia ver já os corpos se movendo no ritmo da música, todos os rostos usando belíssimas mascaras, roupas ousadas ou mais recatadas.
 
Todos os grandes nomes da sociedade ocultos em suas máscaras, realizando as mais profanas ações.
 
Aquele lugar era como o Paraiso, ou Inferno se preferir.
 
Local

Visto que você podia fazer o que bem entendesse lá, e condenar a própria alma assim, tornava-se imensamente prazeroso.
 
Mal Robin entrava ao local, um rapaz usando um terno inteiramente negro, assim como a camisa, com sua devida mascara também negra, entregava uma espécie de maleta ornada em brilhante para Robin.
 
Ela mal agradecia a mesma, somente a tomava da mão dele e caminhava rumo a uma cabine mais exclusiva do local.
 
Onde trancava-se e finalmente podia abrir sua maleta.
 
E mergulhar em seus desejos mais necessários e profundos.
 
Ali não existia nenhum sentimento.
 
E ali não existis mais confusão.
 
Ela podia ser a Astor que estava destinada a ser.

Jonas

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Robin Miranda Astor
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Re: Onde o mundo acontece...

Mensagem  Noah Valmont Ontem à(s) 11:08

Viemos daqui.


Durante o trajeto eu te forneci um presente, Theo.

Um caríssimo terno que parecia ter sido feito sob medida para você. Um Ermenegildo Zegna.

Ainda que fosse um terno especialmente caro, ele era bem... Comum.

Não era chamativo.

Alinhado a camisa branca e a discreta gravata preta, você se perderia aos olhos mais distraídos.

Também haviam sapatos Armani para você.

Tudo do tamanho perfeito.

Como eu sabia disso tudo?

Sou um bom pesquisador.

Fato é que eu também separei um terno para mim.

E me troquei na limusine mesmo.

Você pode até reparar algum emaranhado de cicatrizes espalhadas pelo meu tórax.

Todas lembranças de Duxhill ou de algumas presas, nada demais.

Mas, se você veio até aqui, está disposto a ver até onde vai o buraco da toca do coelho, certo, Alice?

Após nos trocarmos, descemos.

Sim, estamos em um dos lugares mais badalados de Boston.

Clichê? Me dê uma chance.

E eu peço justamente isso para você conforme justifico que você verá que aqui as coisas são diferentes.

Me aproximo do mesmo Jonas que recepcionou Robin e sussurro para ele a frase.

- “Dê-me o poder do dinheiro e não importa mais quem está comandando”

Ele sorri e responde prontamente.

- Que bom revê-lo. Dr. Valmont... E prazer em conhecê-lo, Sr. Russell... - Ele estendeu a mão para cumprimentá-lo.

Sim, ele já sabia seu nome.

Ele logo passa a nos guiar pelo mesmo caminho que Robin fez há algumas horas (Lê o turno dela, para eu não ter que repetir tudo, por favor rs).

Conforme caminho, saco duas máscaras do bolso.

Uma inteiramente negra e uma prateada.

Que cobria quase todo o rosto.

Estendo a prateada para você, conforme visto a minha.

- Aqui sim você terá um pouco de paz, Theo... E até mais do que isso, caso queira. Bem vindo a Duxhill... - Pisco para você, conforme entramos naquele salão.

Com os nomes mais importantes da sociedade... Ocultos por máscaras.

Fazendo o que quer que lhe dessem na telha.

Mulheres.

Homens.

Drogas.

Alcool.

Sobrenatural.

O que você quiser.

O que você sonhar.

Encontrará nesse lugar.

Eles e elas desfilam para você.

Bem vindo a Sociedade Secreta, Theo.
Noah Valmont
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Re: Onde o mundo acontece...

Mensagem  Theo Russell Hoje à(s) 14:44

Pelo menos agora Theo sabia que Noah tinha uma noção do que acontecia por lá. Quer dizer, falando em OFF é de se imaginar que qualquer personagem do jogo tenha alguma ligação com o Sobrenatural. Mas Theo não poderia supor isso. Isso explicava a lentidão dele e os testes que ele fazia. Isso tudo deixava ele mais tranquilo. Não teria que pisar em ovos se fosse preciso pedir alguma espécie de ajuda para Noah. Não que Noah fosse atender ao pedido, mas como sempre, isso é problema para outra hora.  

Beberam mais uma dose, a cabeça e o corpo ficavam mais leves. Theo estava atingindo seu objetivo.

- Eu não quero mudar o lugar... Eu só quero ter certeza que o lugar não vai me mudar. E é exatamente contra isso que eu luto. Eu não quero ser engolido por esse esquema doentio. Você aceitou... Você abraçou e tirou o melhor disso. Eu te admiro. Mas eu não quero isso. Acho que esse lugar é um resumo de por que o mundo caminha de mal à pior.

Já caminhavam para a Limusine que estava parada no local. Theo abriu os braços com o tom inquisitivo e bem humorado como quem diz: “Tá vendo?” Mas logo entrou atrás de Noah na carruagem luxuosa e desnecessária.

- Eu não estou sendo precipitado. Eu estou sendo parcial. É diferente. Minha análise vem de anos de convivência. E de todo o arcabouço social que eu tenho. Se ela fosse essa mulher perfeita o tempo todo longe de mim, eu não teria problema. Agora, depois que você vê a beleza da humanidade, estar do lado daquele robô é... Incômodo. Talvez eu seja um problema para ela... Enfim... Essa dança de véus, não é pra mim...

Theo olhava atentamente o carro, procurando os detalhes de tudo que havia lá dentro. Recebia o presente de Noah. Ternos e sapatos no tamanho correto. Tinha algo muito mais assustador naquilo tudo do que simplesmente saber as medidas do Jovem Russell.

- Paz é um conceito relativo Noah... Jamais se esqueça disso... Mas vamos ver o que é a Sua paz. Pode ser que tenhamos um conceito parecido. Mas acho difícil. A verdade é que eu sou chato. Exigente e teimoso. Não estou muito disposto a ver as coisas pela visão dos outros.

Deu de ombros rindo um pouco, talvez por causa das bebidas. Logo começou a se trocar.

- O mais assustador de tudo isso, Noah é saber que tudo já estava planejado. Por que você já tinha um terno e sapatos no carro para mim. Ou seja, você sabia que eu estaria aqui dento em certo momento da noite. Se não fossem os submarinos e meu pouco apreço pela minha vida, eu não estaria aqui dentro. Saiba disso.

Desceram do carro, caminharam pelo local badalado. Theo via que claramente estavam overdressed para um Pub então sabia que o destino final não seria aquele local. Então não era tão clichê assim, Noah. Você não iria armar aquele teatro todo para levar Theo num pub. Chegaram junto ao homem e Noah disse a senha.  

O homem que recebia a senha saber quem Theo era seria uma surpresa. Mas não era devido a toda cena planejada por Noah. Aquilo soava para Theo como mais um indício de que Noah havia planejado todos os passos dois até aquele momento. O que iria d eixar Theo incomodado no dia seguinte, por ser tão bobo e previsível. Mas naquele momento não se importava com isso. Estava alcoolizado e queria ver onde iriam chegar. Apertou a mão de Jonas com a firmeza habitual dos Russell.

- Boa noite Senhor. É um prazer conhecê-lo também.

Seguiram por todo aquele local meio místico. Salas, bibliotecas, livros falsos, digitais e salas secretas. Aquilo sim era um clichê. Seria Noah uma espécie de James Bond. Seria Noah da Nova Ordem Mundial e estaria Cabo Daciolo lá dentro. Theo sorria sozinho deixando a tequila fazer as conjecturas por ele. Queria poupar o que lhe sobrava de sobriedade para quando fosse realmente necessário.

Pegou a máscara prateada e colocou no rosto logo em seguida, tendo seu riso leve abafado pelo material.

- Vamos conhecer esse lugar tão misterioso que você chama de paz, Noah.

Adentraram o salão muito similar ao filme de Stanley Kubrick. O anonimato era lindo e permita que as pessoas se comportassem da maneira que desejavam. Ao lado de corpos nus, pessoas vestindo suas melhores roupas. Ao lado de drogas, conservadores discutindo o futuro da família na sociedade.  Para Theo, ao mesmo tempo em que mundos colidiam, existia uma força que os separava. O local era paradoxal. Talvez por isso, bonito.

- Me incomoda um pouco que todos os seus planos tenham dado certo e nós estamos aqui. Eu fui tão previsível assim?

Theo comentou com Noah enquanto caminhavam pelo local. Deixava Noah guiar para onde iriam, afinal, ele era o frequentador. Theo era o novato.

- O que é esse local? E por que eu estou aqui?
Theo Russell
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