Só mais uma conversa qualquer... sobre o Apocalipse

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Só mais uma conversa qualquer... sobre o Apocalipse

Mensagem  Reed Davenport of York em Sab 05 Jan 2019, 00:07

VEIO DAQUI


Então chegavam na cozinha

O iPhone XS era enfim guardado no bolso do Valentino e as mãos iam ao armário em busca de copo.

Em busca de água.

Ouvia Megan começar a falar e mantinha aquele porte tranquilo de sempre.

Como se conversassem sobre a próxima festa ZBZ.

Como se conversassem sobre o quanto os primos da Reed são gatos.

Você viu o Noah?! Mel Dels me salva.

- Solicitei uma pesquisa rápida para Katherine. Mostrei já para Theo, Pietro e Hope. Pietro já me mandou uma foto do escaravelho e devo enviar para Katherine pesquisar. Se você quiser acrescentar algo a mais, já me informe agora que solicito junto.

Não, eu não vou conversar sobre mim e nem sobre você, Megan.

Tampouco sobre o tapa que dei na sua cara.

Existe algo muito mais urgente do que os pingos nos nossos "is".

Mas eu não preciso verbalizar isso, huh?

Basta conduzir a conversa.

Aquele sotaque britânico carregadíssimo.

Londrino.

Igualzinho da Izzy.

Não te da saudades, love?

Porque as vezes quando eu converso com a Hope eu sinto vejo os trejeitos da minha mãe.

E isso me enche de saudade.

Mas, bem. Isso não importa agora.

Entrega o iPhone XS para Megan com a pesquisa aberta.

E sorry, Megan. Mas esse iPhone vai pipocar na sua mão a cada segundo.

Mensagens. Whatsapp. Outros alertas gerais.

Toda hora alguma coisa surge no topo da tela como um alerta.

Mas a pesquisa estava ali para você ler, em forma de email da Katherine para a Princesa.

PESQUISA

Enfim, ouvia de Castle.

De Sabrine.

De Claire.

Claire… eu sei que é Claire.

O corpo vira de frente para Megan, apoiando elegantemente no balcão com o copo de água em mãos.

Deu um gole e prestou atenção em cada palavra.

Com aqueles lindos olhos claros cravados em você, Megan.

Como sempre.

Olhando pra dentro dos seus olhos como se enxergasse sua alma.

Sem perder toda a tranquilidade e calma de sempre.

- Isso explica porque Maxwell foi um escroto no helicóptero. Ou quase.

As sobrancelhas arqueavam.

Vou julgá-lo pelo o que falou e fez?

Jamais.

Não que eu entenda porque teria feito o mesmo.

Eu não teria exposto palavras tão preciosas assim para desconhecidos.

Mas entendo.

O que não significa que confio.

Mas não sou eu que tenho que confiar em Maxwell, certo?

Quem tem que confiar é a Sabrine.

E se ela confia, quem sou eu para lutar contra?

- Acredito que se Maxwell saberá de alguma coisa, vai ser pela Sabrine e não por nós.

Porque se dependesse de mim, não.

Mas, novamente. Não depende de mim.

E estou bem sossegada com isso.

- Eu mandei um SMS para Sabrine e ela me respondeu. Disse que está com o irmão dela e está bem. Também acabei falando algumas coisas com a Valentina…

Sim, eu joguei merda na turbina do jatinho real e espalhou pra todo lado.

Só que eu não vou entrar nesse detalhe com você, Megan.

Não porque estou omitindo.

Mas porque tem haver com um segredo que Theo me pediu.

- E ela me disse que Cristopher era o único que poderia ajudar Sabrine. E que Castle já estava ajudando vocês. Não consegui conversar muito com ela, mas sei que podemos confiar nela. Ela sabe o que estava acontecendo com Sabrine e se ela não está agora mesmo buscando pela Sabrine é porque a Sabrine está bem.

Pegou o iPhone XS de volta assim que Megan terminava de ler.

E aproximava, ficando de pé e encostada no balcão onde Megan se sentava.

Ficava de frente para Megan, cruzando um braço no corpo e apoiando ai o cotovelo do outro braço, que segura o copo de água.

Os olhos claros passaram ao redor quase que distraidamente, como se pensasse.

Enquanto a pontinha da língua umedecia cuidadosamente os lábios.

Mania de sempre.

Havia um pedaço faltando nesse quebra cabeça.

Algo que liga Sabrine e Maxwell.

Será que é Angelique?

- Veja. Angelique é a segunda filha. Sofreu um acidente de carro. Obra provavelmente daqueles que queriam manter Apocalipse contido. Pietro me disse que Angelique teve morte cerebral, mas não tiveram coragem de desligar os aparelhos. Eu não sei como isso funciona, se a morte precisa ser física para impedir o Anticristo… ou se essa pobre menina realmente pode encarnar e está só esperando os selos serem rompidos…

Respirou fundo.

- Ou se é só mais uma vítima como tantas outras.

Sei que ela não é a inocente do primeiro selo.

Porque a/o inocente que morreu para quebrar o primeiro selo foi no mesmo dia em que estávamos na antiga sede ZBZ.

Mas Angelique continua sendo a segunda filha.

De uma família dos Antigos.

Mais um gole da água.

Tranquilamente.

Como se na verdade não estivesse remoendo isso.

Pessoas inocentes. Morrendo. Por causa de fanáticos.

Isso me revolta.

Mas eu não demonstro.

Sou a pessoa mais tranquila do mundo falando sobre qualquer assunto banal com você, Megan.

Controle. Absoluto.

Perfection.

- Você ficou com a chave da passagem?

Aquela questão vinha em mente quase como se tivesse lembrado agora desse detalhe.

Para enfim tomar outro gole da água e responder sobre o “ataque de pânico”.

- Eu não sei o que aconteceu. Eu vi a Olivia, vi a Madeleine. Ambas estavam dormindo, sendo a Olivia em estado catatônico… não acho que ela vai acordar tão cedo. Madeleine já está bem, vai apenas passar a noite em observação. Mas eu não faço ideia do que aconteceu. Eu sei que elas, incluindo a Ashley, ficaram algum tempo para receber as mensagens que mandei no grupo da ZBZ. Como se somente as 3 tivessem perdido o sinal.  

Equilíbrio.

Hm.

Se ao menos soubéssemos que alguém entrou na bolha daquele grupo e gritou a mesma coisa que Sabrine gritou para nós na cabana.

Daí poderíamos começar a linkar as situações.

- Sabe de Ashley?

Porque eu não vejo ela com as ZBZs assistindo filme.

Então onde a garota está?


Última edição por Reed Davenport of York em Sab 05 Jan 2019, 23:41, editado 1 vez(es)

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Re: Só mais uma conversa qualquer... sobre o Apocalipse

Mensagem  Megan Blackburn em Sab 05 Jan 2019, 15:05

Megan poderia tentar imaginar o peso que a garota carregava desde pequena, mas ela preferia usar da singela frase que dizia – você não sabe a dor do outro até andar com seus sapatos – não remetendo simplesmente a dor, e sim a Peso.

No pleno sentido da palavra.

Não era somente ser vigiada constantemente, fotografada, bem falada, mal falada, observada por jornais, “paparazzis”, exigida. Era como o Mundo ter olhos sob você constantemente, esperando que sorrisse delicadamente ou fizesse algo desagradável aos olhos dos outros e fosse crucificada.

Definitivamente não gostaria de ter isso, felizmente ela se contentava em ser ela mesma.

Podendo mostrar seus defeitos, porque pela postura de Reed, isso não era admitido nela.

A cobrança diária da perfeição. Complicado, não?

Por isso mesmo achava bonito o riso solto dela diante de algo simplório como uma mensagem.

Pequenos bons momentos, todos precisam ter.

Se ela sentia saudades do sotaque pesado da irmã? Claro que sentia, do riso principalmente, do riso fácil dela.

Assim como sentia saudades de roubar os óculos da irmã mais velha e embaçá-lo assoprando-o e desenhando o coração. Era um dos símbolos pessoais, algo só delas, como as longas versões da história da Alice.

Se ela comenta sobre algo assim com os outros? Não, não é hora. Tem um tal Apocalipse para resolver, demônios à solta, e nenhum irmão Winchester para ajudar.

- Bem, ela tem a maior parte das informações, então é com ela agora e Max. – Ela não desviava os olhos mais Reed, antes até que sim, você deve lembrar que a garota desviava vez ou outra dos seus olhos, agora estava mais em... Paz.

Megan pegava o celular e obviamente sequer dava atenção para as demais mensagens e avisos que iam chegando, não lhe diziam respeito.

Se ela ia conseguir ajudar em algo, talvez, o jeito era colocar sua última mania em funcionamento, que a leitura deste tipo de assunto, demônios, magia, sociedades secretas. Tudo é absurdamente extenso e diverso, e vindo de mais de dezenas ou centenas de religiões e cunhos místicos.

Então sim eles iam precisar afunilar aquilo para pontos menores.

- Sabrine tem um apreço gigante pela Família dela. Por isso a privacidade em relação a irmã, não descarto que aja envolvimento do estado dela com tudo isso ou mesmo com Max. Mas, não vou erguer pilares sem fundamentação. – Ficou pensativa, aquele ar curioso de antes agora passava a quem contempla algo, por vezes, poderia olhar um objeto ou outro da cozinha ou mesmo ver se alguma garota poderia chegar sem avisar.

- Mas, é curioso que nenhum outro membro da Família vá ver a Angelique. Porque será? – Outra interrogação. Eles sabiam que ela estava “viva”? Mesmo que naquele estado. Ou era preciso manter ela assim, para segurança de todos?

Baixou a cabeça e ficou brincando por alguns segundos, rememorando trechos.

Até que ergueu a cabeça tornando a encarar Reed.

- Astarte é a deusa que causa o fogo e depois o apaga. Ou como dizem, ela dá o tapa e mostra a mão. O escaravelho é um dos objetos usados como amuletos em honra a ela. Ela é a forma feminina equivalente de Baal, um deus falso adorado pelos israelitas, mas, era o deus principal dos cananeus... – Parou e ficou sem graça.

- Desculpa, católica apostólica romana, com direito a catequese e todo o mais, com leitura variada de teologia. – Não, não era um computador, mas o assunto era adorado por ela e Izzy, elas ficavam procurando nomes de deusas e demônios, porque não se contentavam em saber apenas sobre fadas e duendes.

- Continuando... No culto a Baal havia prostituição, mutilação e sacrifício de crianças... Acabaram associando a figura dele a Belzebu, o que gerou nos escritos da Bíblia que ele seria identificado ao Anjo Caído, inimigo maior de Deus. – Não era bom falar isso. Mas, era informação.

A esta altura Reed estaria revirando os olhos entediada, mas ela ia continuar com alguns detalhes.

Sobre a parte relacionada aos maçônicos e ao histórico longo dos Astor envolvendo supostos rituais satânicos, teorias sangrentas e poder acima de tudo, ela tinha uma pergunta sim, e não a faria se fosse sábia.

Ou talvez fosse, e desejasse não precisar perguntar.

Porque conhecia o carinho imenso, mesmo que pouco tenha visto, de Reed por Robin.

- Reed você acha que a Robin tem algo a ver nesta história toda? Em algum canto você acredita que ela seria capaz de fazer algo ruim para prejudicar o Mundo? Não briga comigo, não a conheço como você, mas claro que dá pra perceber o quanto você gosta dela. –Ficou preocupada sim, porque não participou da conversa com Pietro, Hope e Theo. Porque não fazia ideia se citaram Robin. E ela estava se colocando em uma saia justa tremenda erguendo aquela hipótese.

E o pedido de “não briga comigo” não remetia a nada já ocorrido entre elas, era um ponto que ela desejava entender, para descartar e ficar em paz.

Não subjugava a inteligência da Princesa, de forma alguma, porque ela já deveria ter pensado sobre todos os ângulos possíveis.

Se Reed a esta altura não tivesse jogado ela no ralo da pia para moer sua mão ela ia continuar.

- Essa Mansão dos Astor, existe...? – Curiosa de novo.

- Sobre o Olho que tudo vê, ele é um lembrete também para os maçônicos de que são observados pelo Grande Arquiteto do Universo, ou GAU. Ele é confundido mesmo com o Olho de Hórus, são bem parecidos. – Bebeu o restante do suco e cruzou as pernas, ou ia fazer a colega jogar aquele copo de água na testa dela.

- Se eu pudesse acrescentar algo para sua pesquisa, eu pediria para tentar encontrar algo sobre os sete selos. Se a entidade “escreve” em latim cada vez um é quebrado, talvez possamos achar algo aí. O número Sete é amplamente usado e adorado. Consideram ele o número perfeito. – Não era para mostrar que ela sabia de algumas coisas, não era para se exibir, era para tentar ser útil, como não foi nos últimos dias.

- No livro do Apocalipse há sete selos, sete taças e sete trombetas e sete taças, um leva a algo pior. O primeiro selo é o Anticristo, depois o das guerras, depois o da fome, e depois o das pragas, são os quatro cavaleiros, literalmente. Mas, não parece ter ligação tão tênue com nosso caso. – Coçou a nuca, ergueu-se e levou o copo até a pia lavando-o.

- Se não colocou o pijama até agora suponho que vá sair, se precisar eu fico de olho nelas, Reed. Você já deve ter dado muitas voltas hoje. – E sim ela sabe que você é perfeita, não cansa, é impecável e tudo o mais. Mas, algumas horas de folga devem fazer bem a qualquer pessoa, mesmo que ela não seja qualquer pessoa.

Recebia uma sms e logo ia ver, porque havia mandado algo para Ashley.

- Enfim... É a Ashley, ela tá aqui. Está bem, mas não quer responder perguntas agora, só dormir. E acreditar que tudo foi um sonho. - Meneou a cabeça em negativo, largando o celular no balcão, agora ficou preocupada.

- Isso soa só para mim que algo do nosso... Meio aconteceu mesmo com elas? Havia um Omega com elas, David Clark, ouvi as garotas comentarem, ele chegou hoje. Vamos ver se conseguimos algo com ele. Falo com a Ashley amanhã, melhor deixar ela descansar mesmo. - Merda, tinha acontecido algo com elas sim, e não ia pensar em culpa. Não ia mesmo. Mas, se dava ao luxo de ficar preocupada sim, porque não desejava mais ver ninguém metido naquela droga toda.
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Re: Só mais uma conversa qualquer... sobre o Apocalipse

Mensagem  Reed Davenport of York em Sab 05 Jan 2019, 16:51

Veja bem, Megan.

Você pode não gostar do “peso” que eu carrego.

Se imaginando no meu lugar.

Com a tonelada do meu sobrenome, da minha coroa, do meu sangue.

Entendo perfeitamente.

Porque sentir-se assim é o mais comum do mundo.

Mas, sim. Veja bem.

Eu nasci pra isso.

Eu sou exatamente isso que você vê.

Essa é a Princesa que eu aprendi a ser.

Que eu gosto de ser.

Ou você acha que eu gostaria de ser descontrolada louca igual você?

Você acha que eu admiro você?

Não, não estou te ofendendo.

Eu não perco meu tempo com isso.

Estou apenas colocando alguns pontos nos “is”.

Então vamos ver se consigo me fazer entender.

Não mostro meus defeitos porque eu não tenho defeitos.

E esse é o meu defeito.

O defeito da Princesa é não ter defeitos.

Não existe nada de complicado com a cobrança quando você nasceu pra isso.

Quando as primeiras palavras que você aprendeu foram “poder” e “responsabilidade”.

Meu “riso solto” não foi uma “falha” na Princesa.

Não foi um escape do meu mundo que você considera tenebroso pro mundo que você considera lindo.

Você acha o riso bonito porque você se identifica com ele.

Porque eu pareço mais com o tipo de pessoa que você acha ser mais… normal.

Mais feliz.

Mais saudável.

Mas, novamente.

O meu parâmetro de felicidade e saudável é outro.

O meu parâmetro de felicidade e saudável é a Princesa que você enxerga.

E que você tanto sente pena.

Porque isso é pena, não é?

Pobre Princesa. Tão cobrada, tão observada, tão perseguida.

Que tem apenas alguns pequenos momentos bons nessa vida.

Pobrezinha.

kkkk

Eu sou a Dona do Mundo, Megan.

Conquistei isso por causa de uma herança.

Mas mantive porque fiz por merecer.

De uma forma que não engloba o jeito que você acha bonito.

Mas que eu, certamente, acho lindo.

Maravilhoso!

- Sim.

Não me importa na verdade se Maxwell vai conhecer quem descobriu a América ou não.

Vai me importar se ele irá futuramente agregar ou atrapalhar.

Mas isso vamos descobrir em breve.

Ouviu sobre Sabrine e consentiu com a cabeça.

De quem entendeu que deviam tomar muito cuidado para não “machucar” Sabrine.

- Eu não sei… pode ter algo haver com o fato de manterem a menina viva sendo que já houve morte cerebral.

Okay, Megan.

Vou te apresentar um pouco mais da Princesa.

Não se assuste, okay?

- Megan. Se Angelique for se tornar o Anticristo, eu também iria querer mantê-la morta-viva.

Arrepiou?

- O que eu não consigo entender é o mecanismo… se todos os segundo filhos foram mortos… onde o Anticristo vai encarnar? Sabrine disse que os Antigos não sabiam quem eram todas as famílias que faziam parte do clubinho… mas como conseguiam controlar o segundo filho? Como que Angelique viveu até os 16 anos de idade e foi sofrer o acidente só depois, porque não quando nasceu? Será que esperavam algum sinal? De que aquele segundo filho poderia ser mais propício e ai sim, vamos matá-lo. Ou não. Melhor. Agora que temos indícios de que esse pode ser o escolhido, vamos mantê-lo vivo. Morto vivo. Para ter o controle.

Para uma pessoa que respira controle.

Realmente.

É uma dor filha da puta, não?

TEM que ter um controle.

TEM que ter uma relação, alguém olhando, alguém organizando.

E eu não consigo parar de pensar nos Illuminati.

- Porque estamos falando das famílias mais poderosas do mundo. Como que deixam Angelique semi morta? Ou realmente ela não causa perigo algum assim. Ou preferem manter ela assim.

E tomou mais um gole de água.

Como se estivesse falando da sua marca favorita de rímel.

É Givenchy. By the way.

Para enfim ouvir Megan falar de Astarte.

Dá toda atenção.

Sem qualquer julgamento no olhar.

Simplesmente ouve e aprende.

Mas fez um sorriso leve quando vê Megan se desculpando.

- Não se preocupe, love. Sou ateu, não intolerante.

Deu de ombros como quem diz ser inocente.

E arqueou as sobrancelhas para que Megan continuasse o raciocínio.

Anjo Caído.

Lúcifer.

O Anjo que desafiou Deus.

E segundo algumas religiões, está reinando a Terra durante um tempo determinado por Ele até que chegue o Apocalipse. O dia em que Deus retomará a Terra de volta para si e apenas os bons sobreviverão para enfim viver no verdadeiro Eden.

Deus é ou não é vingativo pra caralho?!

- Eu não acho que a Robin perderia o tempo dela com o Mundo.

Se ela for fazer alguma coisa, love.

Vai ser para ela mesma.

- Mas eu confio nela.

Em outras palavras, deixa que eu converso com ela.

Deu de ombros com a pergunta sobre a mansão.

- Deve existir. Os Astor estão na América do Norte há mais de 100 anos. Eles devem ter milhares de mansões por aqui.

Terminou a água e se afastou enquanto Megan voltava a falar sobre o Olho Que Tudo Vê.

Confirma com a cabeça, ela tem razão.

E faz a nota mental sobre o número 7.

É meu número da sorte, sabia?

7 e 3.

- Parece que nosso Apocalipse é customizado.

Brinca sem deixar o ar sério e a postura perfeita.

O que pode tornar a piadinha mais engraçada.

Não sei, depende do seu senso de humor negro.

Ou do quão british você é.

- Okay. Vou montar esse email.

Pega o celular de volta e volta a recostar na bancada para redigir enquanto ouve Megan voltar a falar.

Parece dar atenção perfeitamente para as duas coisas.

O texto e a Megan. E respondê-la calmamente.

Multitasking.

- Agora que Moira não vai vir, eu vou voltar para meu apartamento.

Meu palácio.

- Fique à vontade, Megan. As meninas estão bem. Não estou aqui de olho nelas, estava esperando Nikka e Moira chegarem.

Enviava o email para Katherine e enfim erguia os olhos claros para Megan.

Assim que ouvia sobre Ashley.

- Hm. Okay, se você conseguir conversar com ele ainda hoje será ótimo. Ou apenas com a Ashley amanhã. Talvez a gente consiga estabelecer um link… ou não.

Desencosta da bancada e passa a mão no cabelo da forma mais fabulosa e natural do mundo enquanto os olhos claros vão para as meninas tranquilas na sala.

- Qualquer coisa, me chame.

O iPhone XS era guardado no bolso do vestido para enfim fazer menção de sair.

E Nikka?

Ah, ela já é grandinha.

Vai se inturmar tranquilamente, não precisa de mim trocando sua fralda.

- Nos vemos amanhã. Boa noite, Megan.

Ia em busca da Hermes que deixou na sala para enfim ir embora.

Era discreta.

Nem precisava muito também, com aquelas meninas distraídas com o Arqueiro.

Simplesmente ia.

Voltaria para o palácio.

Não sem antes avisar Valentina.

E checar o “Sim, Princesa Filippa. Imediatamente” da Katherine.


SMS PARA VALENTINA:
Valentina. Entrei em contato com Moira. Ela me informou que já está em Cambridge com os irmãos e deve ir para ZBZ em 1 ou 2 dias. Irá avisar você ou a mim quando estiver indo.
As meninas estão bem, assistindo filme.
Estou indo passar a noite no meu apartamento. Mas se preferir, eu fico na ZBZ.
bjbj R.



INDO PRA CÁ

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